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Mágicos, Feiticeiros, Gestores e Especialistas em Tecnologia da Informação

publicado por Luiz Fuzaro

Mágicos, Feiticeiros, Gestores e Especialistas em Tecnologia da InformaçãoQuem manda sempre enxergará tudo por sua ótica. Seus critérios serão utilizados para classificar e qualificar todos os seus subordinados e servidores.

Na empresa moderna não iria ser diferente:

Quem paga a conta é quem manda!

P: Quem é que manda na TI?

R: A empresa inteira pensa que a área de TI é sua subordinada, porque suas atividades são suportadas esta área, por outro lado a TI acha que tem todo mundo na mão, pois, tem o conhecimento, a gestão da infraestrutura que dá suporte aos processos de negócios.

Porém para dirimir as dúvidas, façamos como o investigador, sigamos o dinheiro:

  • De onde vem o dinheiro?
  • Para onde vai o dinheiro?

A resposta é TI para alguma das perguntas acima?

Não?

Logo, o poder não está na TI.

Ainda que existam CIO, CSO, CTO e alguns representantes da área no Board da organização, isto, só é permitido pela graça e benevolência dos que realmente detém o poder que delegam, para que possa existir accountability e responsáveis.

Traduzindo: “É necessário ter um responsável para assumir quando as coisas não dão certas”

E quando tudo dá certo? Quem leva os louros nestas horas?

É o fabricante do hardware, a consultoria, a implantadora do Banco de Dados, a empresa do software especialista, todos estes, são os responsáveis pelo sucesso junto com algum cargo na TI (gestores, supervisores, encarregados, etc..) nunca o profissional Diretor da TI.

Quantos destes profissionais de TI que você conhece que escrevem livros onde explicam seus bons hábitos e práticas, fazem palestras, dão conselhos e são comentados fora de sua área de atuação?

Por outro lado, se o profissional de TI opta em alguma empresa ou tecnologia e erra, ele fica sozinho, afinal, deve-se seguir as tendências, mercado, papers, afinal, aquilo que as consultorias recomendam e que todo mundo usa.

Qual deverá ser o perfil deste profissional TI?

Ter habilidades técnicas ou ser um estrategista com qualidades de liderança, gestão de projetos de TI e negócios?

Para qual papel as empresas querem um diretor de TI e afinal e qual tipo de profissional é necessário?

Para tudo! E também para nada!

Pois bem, pense em um restaurante, não daqueles modernos com garçom que empunham tablets Wifi integrados com ERP ligando sistema, cozinha caixa e etc, pense naqueles outros tipo churrascaria rodízio de 20 anos atrás, descontraído e bem grande.

Pensou?

Então a TI esta para as empresas, assim como, a Caixa Registradora está para este restaurante.

Para a grande maioria das empresas inclusive nas grandes, a TI tem apenas uma função intermediária, ainda que seja importante, pois, tem de ser eficaz e eficiente, para não atrapalhar as outras áreas que estão indo bem.

Você acha que em uma grande loja de departamentos on-line na Internet a TI tem um papel estratégico e determinante?  Esqueça!

No máximo pode ser comparada a uma caixa registradora que guarda os registros e cookies por cliente e acumula totais e controla estoque.

A TI em essência, por sua natureza estruturante pode mais criar problemas do que para agregar, marketing, logística, compras e SAC estão anos-luz à frente na escala de importância para a estratégia destes negócios.

Pelo menos aqui no Brasil ainda existem poucas empresas acreditam que a “grande inovação” de seus negócios virá da área de TI.

Por outro lado, dependendo do momento da empresa os projetos de informatização, automação e integração tecnológica podem se tornar estratégicos, momentaneamente, mas, passa. Logo o Diretor de TI deverá ter o perfil mais aderente ao momento em que a empresa está, com as características mais adequadas aos desafios que estão sendo enfrentados.

Será que as coisas estão vão mudar, pois todas as atividades estão sendo expostas na Internet e o Diretor de TI terá então um papel mais importante e valorizado?

Não terá.

A Computação em Nuvem chegou para resolver os grandes problemas também, as empresas assim como governos vão pagar por capacidade de processamento, disponibilidade, espaço de armazenamento, bancos de dados e vários processos de negócios já prontos da mesma forma como se paga água, eletricidade, telefone e outras coisas que você só vai lembrar que existem quando estiver com problemas no fornecimento regular.

Você já parou para pensar quantas empresas existem tendo como insumo principal algum destes itens: água, gás, telefone, eletricidade, acesso a internet e outros pagos por uso, logo, custo diretamente proporcional ao consumo ?

Alguém destas empresas se preocupam com turbinas para geração de eletricidade, estação de tratamento de águas, roteamento de chamadas, linhas de fibra ótica, segurança do gás encanado ou da última milha?

Dê adeus a boa parte dos planejamentos, de aquisições, capacity planning de servidores, orçamentos, projeções e também da prospecção tecnológica.

No futuro próximo se quiser trabalhar com TI, o profissional vai ter de trabalhar em DataCenter, porque nas empresas a área de TI o dia-a-dia será fazer a gestão de SLA de : latência, flexibilidade, tempo atendimento aos recursos demandados, de escalabilidade e velocidade de tráfego de mensagens entre aplicações na nuvem, Transações por segundo e bytes trafegados entre outros.

É um prognóstico ruim para o profissional que gosta da área técnica da tecnologia da informação no mundo empresarial, por que na linguagem de negócios, fatora-se tudo em termos resultados: TCO e ROI.

Na linguagem do outros C´s da empresa, CFO principalmente, pagar pelo uso é o sonho, nada de investimentos up-front e custeio com uso de OPEX (Operational Expenditure) proporcional ao uso.

O mundo da TI é muito dinâmico, os servidores foram virtualizados, consolidados e depois vaporizados para as nuvens pelo mesmo princípio os novos profissionais de TI que quiserem trabalhar com tecnologia, no primeiro momento também terão de se condensar para caber no pequeno número de empregos que vão sobrar nas empresas de tecnologia ou em datacenters  da cloud computing.

[Crédito da Imagem: Gestores de TI – ShutterStock]

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Autor

Profissional com sólidos conhecimentos técnicos em sistemas operacionais, infraestrutura, redes, segurança e serviços de base. Arquiteto de Soluções com conhecimento em vários tipos de ambiente e aplicações. Gestor de equipes experiente com capacidade de orquestrar recursos em diversas áreas de TI para obtenção de objetivos de projetos. Foco no desempenho e confiabilidade de soluções integradas para suporte aos processos de negócio. Especialista em Linux, Padrões Abertos, Software Livre e interoperabilidade em ambientes heterogéneos.

Luiz Fuzaro

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