Cloud Computing

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Internet nas Nuvens (Cloud Computing) e Internet das Coisas (M2M)

publicado por Ismael Silva
INTRODUÇÃO

As organizações tendem a deixar de tratar TI como um problema tecnológico, que somente soluções tecnológicas poderiam sanar esses problemas, para tratar como beneficio as empresas que pode ser usado muitas vezes como diferencial frente ao mercado cada vez mais diverso. O surgimento de novas tecnologias está diretamente ligado ao negocio, para absorver novas tendências, troca de produtos ou serviços, visualizar um novo tipo de serviço ou produto. Com isso o departamento de TI ganhou um grande papel dentro das empresas podendo decretar o sucesso ou a decadência de uma empresa, pois tem de está sempre atenta no mercado e agir de forma rápida em eventuais dificuldades.

E com novas tecnologias emergentes, é sempre preciso olhar para o futuro e tentar identificar o quanto essa tecnologia irá impactar na nossa empresa e até em nossas vidas, buscar estudar e colher dados, para planejar o melhor percurso para seguir rumo aos próximos anos com a introdução da tecnologia dentro da corporação.

A “Internet das Coisas” que vem sendo bastante vinculada é uma aposta de grandes empresas, principalmente para as áreas de infraestrutura e controle, pois ficará menos dependente do fator humano, e poderá detectar vários problemas antes mesmo que possa ser percebido por alguma pessoa o seu mau funcionamento, tornando várias coisas práticas e rápidas, podendo ser um grande mercado para o surgimento de diversos serviços.

A computação nas nuvens é uma aposta da gigante Google, que vê isso como o futuro da internet e serviços, onde os dados que os clientes utilizam ficariam armazenados em locais que nem ele mesmo saiba em diversos países e servidores, o que acarretará em uma grande redução no custo de hardware, sem a necessidade de armazenamento de dados, as empresas poderiam abrir mão de seus servidores e apenas utilizar um serviço que faça essa armazenagem, mas o que implica em segurança, pois nenhuma empresa quer ter seus dados divulgados ou armazenados, por exemplo, no mesmo local que seu rival direto.

Foram analisadas opiniões sobre essas tecnologias, para verificar seus funcionamentos, vantagens e desafios, e o com próximo está de disseminamento.

INTERNET DAS COISAS (M2M)

Segundo (MADEIRA, 2011) Um dos primeiros exemplos de internet nas coisas, é um tênis utilizado por Andrew Duncan em uma caminhada de cinco quilômetros, onde sua namorada podia visualizar na tela do computador seu desempenho na caminhada em tempo real, pois esse tênis estava equipado com GPS, da empresa GTX Corp, e custa em média 299,00 dólares. Esse tênis é um bom exemplo para descrever a internet das coisas, em que qualquer coisa com inteligência terá um ip para se comunicar online, e esses dados seriam utilizados de inúmeras maneiras e em tempo real.

Segundo (MADEIRA, 2011) Vários cenários são imaginados com o uso dessa tecnologia, como por exemplo, em uma loja, onde você envia sua lita de compras, ao chegar à loja recebe uma tag RFID e os sinais digitais dos produtos contidos na lista irão lhe direcionar para os corredores onde os produtos desejados se encontram, traçando ainda o caminho crescente para os produtos, ou seja, traçando o menor caminho possível; Geladeira monitorando e sugerindo reabastecimento, que já existente no mercado atualmente, mas ainda não tem demanda de mercado; Alguns carros já estão com projetos que preveem o destino e sugere rotas, e busca, por exemplo, o posto de combustível mais próximo a partir de onde o carro se encontra. O carro pode também enviar dirigindo.

Origem no M2M

Segundo (MADEIRA, 2011) A tecnologia “internet das coisas” teve inicio há 15 anos, com a ideia de monitorar ativos através do machine-to-machine(M2M). A mudança para a internet das coisas ocorreu em 2001 quanto começou a se utilizar os IPs por meio das redes de telefonia celular.

Segundo (MADEIRA, 2011) apud Lucero, da ABI Research, há uma diferença considerável em relação a internet das coisas, M2M, RFID, mediadores inteligentes, redes de sensores e automação residencial.

A tecnologia

Algo que pode alavancar o uso da tecnologia internet das coisas é a entrada do IPv6, que com ele poderia oferecer todos os endereços de internet preciso para o uso da tecnologia, pois o IPv6 é capaz de fornecer um endereço de internet para cada átomo existente na terra (MADEIRA, 2011 apud EVANS, 2010).

De certa forma não há fatores técnicos que impeçam a disseminação da internet nas coisas, mas tem o custo do microcomponentes, banda das redes sem fio e a forma com os humanos irão lidar com tanta informação. Mas uma vez que a Internet das Coisas tenha sua generalização, a quantidade de dados terá um aumento muito grande e relevante, e pode ser uma questão a ser estudada, se com esse aumento de dados a tecnologia de processamento também necessitará de um avanço para suportar tamanho volume de dados. (MADEIRA, 2011 apud WILLIAMS, 2010).

Os processadores atuais podem ser capazes de suportar esse volume, mas a banda pode não aguentar, para evitar isso os dados podem ser filtrados, com o uso do processamento em fluxo que já está sendo trabalhado pela IBM, fazendo com que a atual banda suporte esses dados e fique mais acessível para implementação de dispositivos (MADEIRA, 2011 apud KATHARINE, 2010).

Até que essas tecnologias entrem em ação os dispositivos que utilizarem a internet das coisas, terá que utilizar novas interfaces de usuário de forma mais intuitiva (MADEIRA, 2011 apud BURNEY, 2010).

Privacidade e segurança

Segundo MADEIRA (2011) Independente de qual seja a tecnologia que será utilizada, uma precaução será obrigatória, que é privacidade e segurança, pois os usuários desejam que seus dados permaneçam omitidos, mas a internet das coisas ainda não responde de forma clara como isso pode ser assegurado para o cliente.

Existe uma comissão na Europa já estudando questões de privacidade e segurança em relação à Internet das Coisas.

Nos EUA, segundo Caprio, o empenho é maior na segurança de dados relativos a dados sensíveis em relação a crianças, saúde e informações financeiras. Na Europa já existe vários regulamentos, mesmo não sendo colocados em prática atualmente, já no EUA não tem regulamento algum relacionado a isso, mas existem proteções eficazes no controle destas práticas enganosas. As empresas podem usar destes dados recolhidos na Internet das Coisas para utilizarem em pró da empresa, e segundo MADEIRA, 2011 apud BURNEY, poderá levar até cinco anos para construir e especificar de forma eficaz o que será ou não legalmente prudente, para que assim os usuários possam ter total controle sobre os seus dados, definindo ele o que quer ou não compartilhar.

A Internet das Coisas afetará várias áreas da vida, como os carros, prédios, medicina, de uma forma que não é possível descrever, assim como foi pensar como seria utilizada a energia elétrica antes de sua existência. (MADEIRA, 2011)

Preparado para a era da Internet das Coisas?

Atualmente grande parcela da população tem um celular, muitas vezes até dois, e esse número é cada vez maior, pois os registros de assinantes nas operadoras de celular continua aumentando. Esses clientes são as máquinas da Internet das Coisas, pois possui acesso a internet e assim ficam distribuindo informações sobre suas vidas. (COMPUTERWORLD, 2011)

A tecnologia M2M basicamente define-se em uma troca de dados entre dois dispositivos sem fio, utilizando um sistema “back-end”, onde podem ser filtrados e visualizados pelo outro dispositivo. Uma forma de descrever essa tecnologia de uma forma mais clara é a forma como é feita a leitura de um registro de agua em nossas casas atualmente, que necessita de um funcionário até a residência para realizar essa leitura manualmente, com o M2M os dados seriam enviados direto para empresa de agua, para cobrança e fiscalização. (COMPUTERWORLD, 2011)

Acredita-se que o telefone será o ponto de início do recolhimento das informações referente às máquinas, entre diversos outros serviços e produtos, podendo até ocorrer a troca de informações e dados entre os dispositivos sem nenhuma intervenção humana, tudo de forma virtualizada. (COMPUTERWORLD, 2011)

Segundo (COMPUTERWORLD, 2011) Alguns fatores precisam de bastante debate, pois uma pessoa, por exemplo, que deseja que seus dados médicos, sejam acessados somente por médicos de confiança, mas em um acidente com o socorrista com esses dados na mão, provavelmente o paciente teria maiores chances, então ele iria permitir isso também, mas é uma questão de se controlar, pois são dados sigilosos.

INTERNET NAS NUVENS (CLOUD COMPUTING)
 O que é internet nas nuvens

A internet das nuvens (Cloud Computing) segundo a Google será o futuro da internet. Com essa tecnologia, a instalação de softwares não será necessário em computadores físicos, tudo acontecerá por meio da internet, que trabalhará com uma plataforma, isso já acontece com o Google docs, por exemplo, onde o usuário não necessita da ferramenta instalada no computador, apenas ter acesso à internet. Com esse tipo de serviço aumentando, os computadores tendem a ficar bem baratos e as empresas irão aumentar sua presença online. (MAYUMI, 2008)

Isso fará com que usuários e profissionais sem uma condição financeira alta, possam acessar diversos softwares, pois não haverá necessidade de compra-lo ou baixa-lo para um computador, o HD não será nem preciso ser utilizado, será tudo via internet, outro serviço que pode surgir, será com relação licenças particular, onde por meio de uma mensalidade o usuário poderá acessar o software também via internet.

 Redes Massivas de Servidores

Segundo (CRUZ, 2011) Essa tecnologia pode unir os servidores virtuais e os físicos, surgindo assim as grandes redes de servidores, ficando a um passo da virtualização. Essas grandes redes terão gerenciamento de funções e recursos computacionais, algo que já foi pensado em meados dos anos 60 compondo uma rede totalmente virtual, pois não haverá limites de acesso, permitindo a troca de dados e softwares entre os usuários conectados a internet.

Figura 1 - Visão geral nuvem computacional (DLEPHINO, SENAI).

 Vantagens

As vantagens dessa nova tecnologia de computação nas nuvens se veem primeiramente na redução de custos físicos, como hardware, pois não serão mais precisos supercomputadores para executar várias aplicações ao mesmo tempo, e em relação ao custo de software e licenças, pois poderão acessar diversos serviços via internet. Os departamentos de TI das empresas seriam minimizados, pois basta a empresa obter maquinas padrão com acesso a internet direcionada para os serviços precisos, ficando assim a manutenção menor, e com menos custo, pois não seria preciso manter vários servidores para armazenar dados, já que esses dados se encontraria nas “nuvens” dentro do serviço, como já funciona com o e-mail por exemplo. (DELPHINO, 2011)

 Desvantagens

Um dos principais obstáculo dessa tecnologia, é a falta de legislação nos países para tratar as informações trocadas na internet, pois um dado de um cliente em tal um pais A, pode ficar armazenado num pais B, por isso mesmo que algum pais tenha uma boa legislação para tratar deste assunto, pode acontecer de ficar dependente das leis de outro país. Outro fator é que muitas vezes os clientes não saberão onde estão seus dados, o que pode gerar certa desconfiança e muitas empresas podem não migrar para essa tecnologia em virtude desse fato. (DELPHINO, 2011)

 O Mercado da Internet

Nessa tecnologia da internet nas nuvens, os computadores serão monitores que somente fara a ligação com a internet para acessar as informações e arquivos através de um chip. Esses dados pessoais e profissionais estarão disponíveis de forma virtual, assim como já acontece com os e-mails, com a diferença que não será mais necessário o uso de sistemas operacionais nos computadores. (CRUZ, 2011)

OPINIÃO

Verifiquei o potencial destas tecnologias para o futuro, e tentei identificar qual seria mais importante e seria a tecnologia mais utilizada, mas a meu ver, elas se completam, pois as duas tendem a virtualizar os dados, e podem ter serviços que utilizem as duas tecnologias simultaneamente, pois a internet das coisas pode colher dos dados dos objetos e a computação nas nuvens armazená-los.

A internet das coisas será muito útil paras as empresas controlarem seus equipamentos, por exemplo, pois terão dados em tempo real de sua situação, detectando facilmente possíveis falhas e panes, que podem evitar outros problemas, caso essa falha não seja detectada rapidamente, como aconteceu algumas vezes em blackout no Brasil, que caso tivesse um controle desse tipo, poderia ao identificar o erro, relatar instantaneamente, podendo assim desviar a rede dessa falha evitando assim uma pane geral. O controle de infraestrutura de qualquer empresa ganharia uma ferramenta de auxilio poderosa, pois o gerenciamento se tornaria mais fácil, centralizando todas as ocorrências e status em um único ponto, facilitando sua visão e gerando planos de soluções mais eficazes, gerando históricos de ocorrências e acionando possíveis distribuidores em tempo real para suprir devidas necessidades de equipamentos, que pode ser estendido para o estoque, que sempre estará com peças disponíveis para reposição, visto que poderá se levantar a quantidade necessária em estoque para suprir a necessidade, isso de equipamento para equipamento.

A internet nas nuvens é algo grandioso e que se não fosse encarado hoje como algo inovador, talvez no futuro fosse visto como necessário, pois chegará o momento, assim entendo que o volume de dados que corre pelo mundo será assustadoramente enorme, pois as informações são crescentes e o armazenamento das informações já existentes são de grande importância, por isso algo teria de sugerir para suportar tamanho volume, e ainda transferir esses dados entre todos os cantos do mundo, por isso a procura por armazenar esses dados via internet será cada vez maior. Mas vários fatores vão sendo estudados para que isso aconteça de forma segura, pois a importância da integridade e privacidade das informações pessoais ou de corporações é necessária, pois em determinados casos qualquer vazamento de informação poderá decretar até mesmo o fim de uma empresa, ou no âmbito pessoal a perca de uma vida social tranquila.

Por isso entendo que essas duas tecnologias serão utilizadas juntamente, cada qual com sua importância, será um avanço tecnológico significativo e depois de implementadas trarão ainda diversos serviços que surgirão em volta do seu uso, serviços esses que ainda não são projetados, pois a visão futura só será completa após sua disseminação. Assim como surgirá novos serviços também ocorrerá falhas e erros não previstos, mas que com o estudo realizado antes de sua instalação, acredito que serão minimizados e contornados pelo fato de tentar ao máximo minar todas as possibilidades de erros.

Os serviços que já utilizam essas tecnologias funcionam corretamente, e ao que parece sem nenhum erro grave de vazão de informação ou perca de privacidade dos dados, mas os serviços utilizados são menos complexos dos que estão por vir, como por exemplo, a base de dados de um banco financeiro, altamente sigiloso e importante para a empresa que o utiliza, assim como para os clientes, que não desejam que seus dados bancários circulem pela internet. Entendo que esse será o grande desafio para essas duas tecnologias, o controle dos dados, e identificar o que pode ou não ser feito quanto à privacidade dos dados, como no caso do banco, onde determinar se o cliente que é o detentor dos dados, também deve saber por onde circulam suas informações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 [1] COMPUTERWORLD. “Preparado para a era da internet das coisas?”. Disponível em: http://idgnow.uol.com.br/internet/2011/02/18/preparado-para-a-era-da-internet-das-coisas/ Acessado em: 24/11/2011

[2] COMPUTERWOLRD, “Dez tendências tecnológicas para 2012” Disponível em: <http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2011/11/08/dez-tendencias-tecnologicas-para-2012-segundo-o-gartner/> Acessado em: 27/11/2011

[3] CRUZ, Ocione Cruz; “Internet e computadores nas nuvens”. Disponível em: http://www.prosperaweb.com.br/geral/internet-e-computacao-nas-nuvens Acessado em: 22/11/2011

[4] DELPHINO, Danilo Delphino, José Pereira de Souza, Késsia Rita da Costa Marchi, et al. “Computação em Nuvem Uma Nova Realidade”. Disponível em: http://web.unipar.br/~seinpar/artigos/Jose-Pereira-Danilo-Delphino.pdf /Acessado em: 27/11/2011

[5] MADEIRA, Lamont Madeira; “Hoje a internet amanha os desafios da internet das coisas”. Disponível em: http://cio.uol.com.br/tecnologia/2011/11/22/hoje-a-internet-amanha-os-desafios-da-internet-das-coisas/ Acessado em: 19/10/2011

[6] MAYUMI, Danielle Mayumi; “Computação nas nuvens – O futuro da internet”. Disponível em: <http://www.brasilseo.com.br/google/computacao-nas-nuves-o-futuro-da-internet> Acessado em: 20/11/2011

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Autor

Ismael Silva é auxiliar docente na Fatec de São Caetano do Sul, formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Faculdade de Tecnologia Termomecanica. Cursando MBA em Sistemas de Informação que será concluída em Junho de 2012 na Universidade de São Caetano do Sul . Já atuou como Assistente de TI na instituição UNIESP.

Ismael Silva

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