Cloud Computing

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Integração entre API’s necessita de intermediação especializada e não de improvisação

publicado por Rodney Repullo

A integração de processos e sistemas passou a ser uma constante no dia a dia de todas as empresas. Realidades atuais como Mobilidade e Cloud Computing nos levam constantemente a cenários, que não apenas exigem a integração, como tem nela um fator crítico do seu sucesso.

O que muitas empresas tem disponibilizado como soluções para facilitar o processo de integração é o que chamamos de APIs (Application Programming Interface). As APIs nada mais são do que serviços que dão a base ao que chamamos de Arquitetura Orientada a Serviços (SOA).

Quando possuímos o desenvolvimento em nosso domínio, por sermos uma software house ou por possuírmos um desenvolvimento específico em nossa empresa, o acesso a APIs resolve por completo nossa necessidade de integração, pois podemos desenvolver as chamadas a essas APIs. Mas o desafio está quando estamos diante de duas soluções com APIs e não temos o desenvolvimento de nenhum dos lados em nosso domínio.

Como integrá-las? Como realizar as transformações de dados? Como inserir lógicas adicionais, se não temos como alterar nenhum dos lados?

Imaginamos, por exemplo, um cenário de integração de um CRM nas nuvens com um ERP instalado localmente em nossa empresa. Mesmo que ambos os sistemas disponibilizem suas APIs, como realizar a integração?

É neste cenário que temos visto ainda muita improvisação e o uso inadequado de soluções inapropriadas.

Costumamos dizer que quando a única ferramenta que conhecemos é o Martelo, tudo que vemos a nossa frente parece prego, e porisso temos visto integrações sendo feitas via código, via troca de arquivos ou até através de ferramentas de ETLs que fazem parte de soluçoes de BIs (Business Intelligence). Pois se usa aquilo se conhece, as soluções adotadas acabam dependendo do conhecimento existente nas pessoas envolvidas nos projetos, que na maioria das vezes não se dão conta que estão improvisando.

Uma integração entre APIs necessitam de uma intermediação feita por soluções especialistas. Que possuam a capacidade de realizar transformações, de roteamento, que acomodem lógicas adicionas, que realizem orquestração de serviços e possuem capacidades de monitoramento e gerenciamento das integrações, sem contar capacidades de escalabilidade e robustez no processamento de alto volume de dados.

Uma improvisação nesse cenário normalmente traz um falso alívio inicial, pois a integração ocorre, mas as etapas posteriores de manutenção e monitoramento, e a necessidade de integração em tempo real, denunciam de forma cruel, que uma solução especialista deveria ter sido escolhida.

Plataformas de Integração estão a disposição e a consideração de mão de obra especializada em integração é mais do que recomendável, não há motivos para improvisão.

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Autor

Rodney Antonio Repullo (http://about.me/rodneyrepullo) Formado pelo Instituto de Física da USP e com pós em Automação pela Escola Politécnica da USP. Iniciou carreira no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), passou pelo Metrô de SP e mergulhou na área de tecnologia de software como empresário. Atua há mais de 20 anos, empreendendo na Área de Desenvolvimento de Software para Negócios e Implantação de Sistemas de Gestão Empresarial. Atua como CEO da Magic Software Brasil (http://www.magicsoftware.com.br), representando a Israelense Magic em toda América do Sul. Atua também como CEO do Grupo Repullo (http://www.repullo.com.br), que tem como atividade principal a representação do ERP CIGAM (http://www.cigam.com.br) em SP, RJ e Sul de MG. Regularmente atua como palestrante e instrutor em cursos de extensão nas áreas de SOA, BPM, ERP, CRM, Cloud Computing, SaaS, RIA, Mobilidade e Desenvolvimento de Sistemas.

Rodney Repullo

Comentários

3 Comments

  • Muito bom o artigo.

    Realmente expõe um problema muito comum nas empresas hoje. Muitos profissionais “marretam” soluções por diversos motivos (prazos, falta de conhecimento, etc) e as integrações acabam por funcionar com prazo de validade, sendo este o tempo em que o profissional continuar na empresa.

    Acredito que as empresas que decidem por não investir em profissionais especializados neste tipo de solução acabam tendo custos infinitos com os “amarramentos” entre seus sistemas.

    • Olá Isabelle, Obrigado pelo comentário!

      De fato é exatamente este cenário, que você coloca, que procurei explorar no artigo.

      Ao se criar soluções baseadas nas pessoas que estão na empresa, quando elas saem, o que é natural, o caos aparece.

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