Cloud Computing

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Cloud Computing – Tendência, Moda ou Golpe publicitário?

publicado por Eduardo Marques

Muitos profissionais de T.I. vêm o Cloud Computing como algo extremamente inovador e recente, enquanto alguns ainda não sabem bem o que é, outros estão mais bem informados e outros vão na empolgação do momento, que está agitando o mercado. A verdade é que alguns conceitos da tecnologia de Computação nas Nuvens já estão no mercado há algum tempo. Por exemplo, o conceito básico em si não é muito diferente do conceito de mainframes, em que através de terminais se acessava a um aplicativo ou sistema existente nesse mesmo mainframe, da mesma forma que no Cloud Computing teremos clientes (normalmente usando o navegador) que irão acessar os aplicativos na “nuvem”. A Computação nas Nuvens utiliza tecnologia de virtualização, o que já estava sendo aplicado antes em servidores e mainframes nas empresas. A computação em grade (grid computing) também é uma característica do Cloud Computing que já existia antes, amplamente conhecida por seu uso em vários projetos, como por exemplo no SETI@home.

Será que se pode dizer então que o Cloud Computing é um golpe publicitário? Não, de todo. Todavia algumas empresas podem estar tirando proveito de todo esse entusiamo em relação a esta tecnologia para promover seus produtos. Nomeadamente mudando a terminologia de seus produtos de SaaS (Software as a Service) para Cloud Computing. Alguns profissionais do ramo dizem ainda que a confusão em torno do que é realmente o Cloud Computing é fomentada por várias empresas, como forma de tentarem vender melhor seus produtos e o CEO da Oracle, Larry Ellison, declarou que o Cloud Computing é “tudo o que já fazemos hoje” e que não teria efeitos quaisquer a não ser a alteração de nomenclaturas em alguns de seus comerciais.

A meu ver o Cloud Computing não é apenas uma tecnologia, mas uma coleção de tecnologias utilizadas conjuntamente e que formam dessa maneira o Cloud Computing (daí talvez a confusão a respeito do termo), e o conceito que está por detrás desta revolução já data dos anos 60, quando John McCarthy opinou que a computação poderia ser organizada como um serviço de utilidade pública (tal qual a rede elétrica, por exemplo). Para usar um equipamento e plugá-lo na rede elétrica você não precisa conhecer como funciona a geração e distribuição de energia, nem conhecer a tecnologia associada a isso. Essa mesma ideia é o que o Cloud Computing quer trazer para a Tecnologia da Informação.

O Cloud Computing pode ser visto como recursos virtualizados (seja de armazenamento, sistemas operacionais ou servidores), através dos quais podemos usar poder de armazenamento e processamento escalonáveis e elásticos, com redundância. Por exemplo, o armazenamento que estamos acessando através da “nuvem” pode estar distribuído em vários servidores, e o espaço contratado pode crescer ou diminuir conforme as necessidades do cliente. Da mesma forma podemos ter um servidor virtual (também distribuído por vários servidores físicos), que aumenta ou diminui seu poder de processamento, de acordo com o uso que necessitamos dele.

Na realidade o cliente só precisa definir o que realmente necessita: se é um software (SaaS), um servidor (IaaS), uma plataforma (PaaS), ferramentas de desenvolvimento (DaaS) ou serviços de comunicação (CaaS) e irá pagar somente por aquilo que usar, com a vantagem que por usar apenas um browser (navegador) não interessa o sistema operacional.

A moda hoje é Cloud Computing, pode ser que o nome venha a mudar ou surjam até novos conceitos, mas é certamente uma das tendências do futuro da tecnologia da informação. Existem, claro, preocupações com a segurança de colocar os dados “nas nuvens” e talvez em algumas circunstâncias esta tecnologia não deva ser aplicada – afinal, se você não tiver uma conexão à Internet ou a uma VPN não lhe adiantará de nada – mas estas dificuldades atuais certamente serão resolvidas com o passar do tempo e à medida que o conceito do Cloud Computing evolua.

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Autor

Eduardo Marques, 21 anos de experiência, é Consultor de T.I. atuando nas áreas de Gestão de TI, Projetos, Infraestrutura e Segurança. Possui formação em Tecnologia da Informação e em Administração, com especialização em segurança de sistemas da informação e administração de redes de computadores. Veja mais artigos do autor, aqui. LinkedIn: http://br.linkedin.com/in/eduardoluismarques Email: emarques@progere.com

Eduardo Marques

Comentários

7 Comments

  • Artigo excelente e esclarecedor. Sem dúvida, como citou em detalhes, algumas empresas se aproveitaram sim da onda para aplicar a publicidade a seu favor.

    E ao meu ponto de vista, como o seu, a computação em “núvens” nada mais é que uma junção de rotinas, técnicas e procedimentos que elevam a computação a um nível diferente do conhecido, por isso atraem atenções para serviços ja conhecidos, mas aplicados de formas diferentes.

    O que poderemos ver, nos próximos meses, é a implantação da computação em núvens em meio a grande corporações ou grupos corporativos, aonde servidores “cloud” armazenariam todas essas informações em um DC próprio, e a sede e demais filiais ou parceiros dessa organização utilizariam o “serviço”, de uma forma mais segura e centrada, dentro de uma rede totalmente confiável, controlável e segura para tráfego de informações, serviços e softwares.

    Grande abraço, e obrigado pelo artigo, ótimo trabalho!

  • João, desde já agradeço pelo seu comentário. A nível da implantação do Cloud Computing iremos ver “nuvens” públicas, privadas, comunitárias e hibridas surgindo nos próximos tempos.

    As “nuvens” comunitárias serão utilizadas por organizações que compartilhem requisitos similares ou comuns, como por exemplo associações comerciais, orgãos governamentais e cooperativas.

    As “nuvens” privadas serão aquelas usadas pelas organizações de modo exclusivo, como no caso que você colocou das grandes corporações, embora as médias empresas também poderão ter necessidades de “clouds” privadas.

    As “nuvens” públicas, que serão a forma acessável através da Internet, como normalmente imaginamos quando se fala em Cloud Computing.

    E as “nuvens” hibridas, que são uma mistura de qualquer dos três modelos acima descritos.

    Um abraço!

  • Eu particularmente vendo Cloud Computing aqui na IBM e com certeza este serviço é realmente uma realidade que está acontecendo. Muitos estão e vão aproveitar da onda de cloud, mas se levarmos em consideração as cloud publicas e privadas, cloud de testes e cloud de desenvolvimentos teremos em breve uma revolução neste mercado.

    Saibam que Cloud não é mesmo algo novo, já existe por exemplo há tempos nos EUA eu mesmo já coordenei o desenvolvimento de todo um e-commerce em cloud do serviço Homestead.com e funciona direitinho.

    Eu acredito na cloud, virtualização e provisionamento.

    Abraços e parabéns pelo artigo.

  • Obrigado Nildson pelo seu comentário, o compartilhamento da experiência de profissionais, principalmente que têm conhecimento sobre o assunto, é de muita importância para ajudar aos colegas e interessados sobre tecnologia que ainda têm dúvidas sobre o tema.

  • Ratifico o que foi dito pelo Nildson. Aqui na LAN (Microsoft Partner), já estamos na 4a. implantação de BPOS (serviço na nuvem da Microsoft de correio, sharepoint, live meeting, office comunicator). Este serviço trata-se realmente de uma realidade. Isso por que não demanda de incremento de link ou alterações profundas na infra-estrutura. Os ganhos com disponibilidade, segurança (patches e versões atualizadas), ausência da necessidade de manutenção de base ou backup do correio e a experiência em usar o Microsoft Exchange + Outlook e todas as suas funcionalidades influenciam a tomada de decisão.

    Em relação ao assunto private cloud ou public cloud, penso que no Brasil, provavelmente as empresas devem adotar nesse primeiro momento Private cloud, ou seja, a virtualização dos sistemas, aplicatições, servidores e desktops (VDI) tudo in house. Em um segundo momento após o amadurecimento das ofertas e de uma melhora na infra estrutura de links, provavelmente ocorrerá migração para Public Cloud (outside) das fronteiras corporativas. De acordo com a Microsoft, no mundo desenvolvido não se discute se Cloud é moda ou se vai dará certo ou não, se discuti o que mais pode ser oferecido na nuvem.

    Enfim… é um assunto muito interessante.
    O debate é melhor ainda.

  • Olá Senhores,
    Primeiramente devo cumprimentar o Eduardo Marques pela iniciativa em escrever este artigo,o qual colabora com o conhecimento das pessoas.
    Gostaria de colaborar com minha humilde participação.
    O termo Cloud Computing, foi o melhor termo que identifica e conceitua o que ele é;
    “Serviços computacionais oferecidos/prestados fora de seu domicílio.”
    Foi o termo que “pegou” mundialmente.
    Em tempos atuais de “NET”, é só ver os primeiros serviços de (e os atuais) Web Mail,para exemplificar o que é Cloud Computing. Não se esquecendo da Amazon,PoBox e outros tantos serviços que surgiram antes da solidificação do termo Cloud.
    Em se falando de Mainframes,até 20 anos atrás,o acesso a Base de dados,aplicativos e sistemas,era diretamente por terminais(físicos) alocados(logicamente) diretamente ao sistema operacional. Não tinha nada de virtual neste processo. Hoje em dia o acesso a mainframes pode ser feito até pelo smartphone.
    A base de Cloud Computing é a virtualização,que é um conceito utilizado comercialmente desde o início dos anos 70, para a simulação de memória.(É isso mesmo,Virtualização é a simulação de algo conceitualmente real. Basta se olhar no espelho. Aquela imagem que você vê é uma simulação sua e não o seu real.)
    Cloud Computing não é moda e não é mais tendência.
    É uma realidade. Está aí há anos e a cada dia se aperfeiçoando. Ainda se discute muito sobre segurança na nuvem,mas a realidade é que o tratamento é só um pouco mais complicado. Torna-se necessário revisão em alguns conceitos e principalmente nos procedimentos.
    Abraços a todos
    Rapanelli

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