Segurança da Informação

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Backup e DRP

publicado por Diego Salim De Oliveira

O backup constitui uma das atividades mais importantes para o ambiente de TI, visto que seu intuíto é justamente assegurar que na ocorrência de um incidente (seja uma falha de hardware, software ou mesmo uma falha humana) que ocasione perda de dados, exista uma cópia de segurança a qual possibilite a restauração dos dados, mesmo que não para seu último e mais recente estado.

Isto porque a depender da janela entre o último backup realizado e o momento do incidente, os dados podem ter sido modificados (por isto a importância de se definir juntamente com as áreas de negócios quanto tempo de indisponibilidade cada negócio suporta e quanto tempo de dados podem ser perdidos, ou seja, quanto tempo pode-se levar até a restauração do ambiente e qual deve ser a janela máxima entre os pontos de restauração).

Porém, infelizmente, em muitas companhias o backup é simplesmente negligenciado. Inúmeras empresas, mesmo de grande porte, possuem problemas graves e crônicos de backup.

Em muitos casos TI não sabe o RTO e o RPO ideais para as aplicações críticas para os negócios (ou talvez nem queira saber, justamente por ter ciência de que não conseguirá atender), aliás, há inúmeros casos ainda piores, onde simplesmente o backup não é realizado (por falhas no ambiente) ou é realizado, porém, não é realizado nenhum tipo de teste periódico de restore, com o intuíto de validar se o processo está correto e os dados são passíveis de recuperação quando necessário e como previsto.

E em muitas situações, a decisão por negligenciar o backup não vem de TI, e sim das áreas de negócios ou da diretoria, até porque backup é algo para o qual ninguém da importância, a não ser quando se precisa dele, mas, para quem o negligenciou, este momento pode ser “trágico”, chegando em alguns casos a acarretar perdas financeiras e problemas legais.

Mas, uma boa nova aos gestores de TI que não dormem a noite de preocupação, mas nada conseguem fazer para justificar internamente seus investimentos.

Enquanto backup é ignorado pelas áreas de negócio, planos de recuperação de desastres tendem a atrair mais atenção, não apenas pelo apelo financeiro, ou seja, assegurar a sustentabilidade da companhia, em outras palavras, sua continuidade, como também, por ser, em muitos casos, uma obrigação imposta por órgãos reguladores ou pelo próprio mercado.

Mas afinal, o que DRP e backup têm em comum?

Bom, muitas das soluções de backup atuais prometem replicar os backups entre diferentes sites,  utilizando técnicas como compressão e deduplicação, as quais reduzem em muito o volume de dados a serem replicados (salvo no primeiro backup do ambiente, ou em casos específicos, como imagens e gravações de voz).

Melhor ainda, todas as empresas caminham para a adoção, cada vez maior, da virtualização, ao menos a virtualização de servidores.

Em um ambiente virtualizado, além das inúmeras vantagens da virtualização em si, como facilidade de gerenciamento, maior consolidação, melhor utilização dos recursos de hardware, maior disponibilidade das aplicações, possibilidade de movimentação a quente das aplicações entre diferentes equipamentos físicos, possibilidade de movimentação a quente dos dados entre diferentes storages, entre outras, pode-se ainda contar com as vantagens de ferramentas de backup desenhadas especificamente para ambientes virtuais, as quais permitem integração transparente com o hypervisor, realizam backups online de praticamente qualquer aplicação ou dados de VM, realizam deduplicação, compressão, e o principal, replicação independente de hardware, ou seja, independentemente de quais modelos ou fabricantes de servidores você utilize, ou modelos ou tecnologia de storage, independentemente de tudo isso, você pode replicar suas VMs entre seus data centers.

Além disso, existe a possibilidade de se automatizar o teste de restore das VMs. Ou seja, o software de backup realiza automaticamente o restore da VM em um ambiente apartado e executa scripts com a finalidade de testar a VM e suas aplicações.

Desta forma, pode-se minimizar os riscos de não se obter sucesso em um restore quando necessário.

Após realizado o backup e testada a VM, o backup é replicado.

Além disto, os backups podem ser realizados em poucos minutos, e de forma sequencial, ou seja, exatamente após a conclusão de um backup, ele inicia a replicação para o segundo site e já inicia um novo backup. Desta forma, pode-se ter um RPO de poucos minutos entre os sites, e um RTO reduzido (dependente de intervenção manual para ativação do ambiente no segundo data center, porém, esta ativação pode ser realizada em minutos), a um baixo custo, visto que basicamente o único licenciamento necessário é da ferramenta de backup e do hypervisor.

Por fim, vale lembrar que mesmo com a replicação, com cliente pode manter várias versões do backup, ou seja, você pode ter vários pontos de restauração, de acordo com suas necessidades e infraestrutura de armazenamento disponível.

 

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Minimum Way

Autor

Profissional com treze anos de experiência no segmento de Tecnologia, graduado em Marketing e pós-graduado em Administração pela Universidade Paulista, com MBA Internacional (MIT - Master in Information Technology) pelas conceituadas FIAP e Singularity University (SU/EUA) e extensão universitária em Gestão da Força de Vendas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente é aluno de MBA em Gestão Estratégica de Negócios na Universidade de São Paulo (USP), além de ter obtido mais de 30 certificações em TI. Com experiência nas áreas Técnica, Comercial, Marketing e Administrativa. Possui experiência em diversos temas e projetos, tais como: Cloud Computing, Alta Disponibilidade, Disaster Recovery, Business Continuity, Business Intelligence (BI), Virtualização de Servidores (x86, RISC e EPIC), Virtualização de Desktops (VDI), Virtualização de Aplicações, Virtualização de Storage, Otimização de ambientes de Bancos de Dados, SAN, LAN e WAN, Backup/Restore, Archiving, Data Centers Modulares, Data Centers Containers, Soluções de Processamento, Soluções de Armazenamento, Enterprise Resource Planning (ERP), Automação e Integração de Processos, Soluções de Mobilidade, Soluções de Gestão Comercial para Utilities, entre outros temas, atendendo grandes empresas dos setores público e privado. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/DiegoSalimDeOliveira

Diego Salim De Oliveira

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