Posts by Tag: problemas»

Tecnologia

Diáspora: Que saudade é essa que sinto?

Diáspora: Que saudade é essa que sinto?

posted by Davambe

“Para onde vai essa água, mãe?”, desde a terena idade ela fazia a pergunta apontando o mar, sempre que ia caminhar na orla da praia.

“Tira os chinelos, filha!”, ordenava sua mãe. Ela obedecia. Tirava os chinelos e colocava-os em seguida, dizia sentir a carícia da areia que penetrava entre seus dedos. Sentia-se desconfortável, chorava e voltava a apontar o dedinho.

“Essa água, para onde vai?”, insistia ela.

“Para ultramar, filha.”

“Ultramar!”

“Terra do vô e da vó”

“Eles estão em casa?”

Tecnologia

O computador é de quem chega primeiro?

O computador é de quem chega primeiro?

posted by Davambe

Oh, meu Deus!

Aquele era para ser um domingo feliz, debaixo da sombra da mangueira. Estava o Donzé Severo a curtiu uma tarde fresca a descansar, depois de uma semana agitada. Sua casa fazia divisa com uma área florestal. Era uma mata densa, que ninguém sabia ao certo o que lá habitava, mas sabia-se que aquela era uma área reservada e protegida por leis governamentais.

Num domingo temperado entre frio e calor, ele veio visitar-lhe, escutou seu assobio. Sentiu o frio a penetrar sua barriga, olhou sem esforço e viu-o lhe encarar decisivamente, Donzé Severo ficou imóvel. Ele olhou-o como a pedir algo que não se conseguia decifrar o que era. Olharam-se. Depois de alguns minutos aproximaram-se. Se o Donzé parecia assustado, ele não estava nem um pouco. Pelo menos é o que concluiu. A filha do Donzé e sua esposa correram e se juntarem a eles para uma sessão de fotos. Afinal aquele era um dia triste e alegre ao mesmo tempo, que merecia um registro. Foi um encontro memorável entre duas individualidades desencontradas, que de repente se juntavam para breves questionamentos. O pequeno sagui parecia perguntar: quem estava a invadir a propriedade alheia. Sem nenhuma resposta, Donzé desceu da rede e espantou o bicho, mas ele ficou a correr de um lado a outro, até que ficou parado. Houve rogarias para ele se desconectar e continuar a sua viagem, entretanto o animal se avolumava imponente e continuava no muro a olhar.

“Esse bicho silvestre está acostumado com gente. Coitado!”, disse sua filha, “certamente está com fome, vou dar uma banana.” Concluiu. Mas sua mãe muito rapidamente interveio, “nem pensar, senão ele se acostuma e nunca sairá daqui.” Foi então que entre um discurso e outro a temperatura temperada passou a esquentar muito mais que esfriar, a vista do Donzé escureceu, o pequeno sagui aumentando de tamanho, alcançando o tamanho de macaco, em seguinte avolumou-se mais ainda, alcançando o tamanho de gorila, o tamanho da casa. Entre miados, cicis e chiados muitos filhotes de sagui ocuparam o espaço da casa. Donzé Tentou se mexer não conseguia, seu corpo estava muito pesado, moribundo.

A esposa do Donzé desesperada pegou um balde, encheu de água, arremessou contra o pequeno, porém esse escapuliu. A água atingiu seu marido, que despertando da inconsciência temporária. Levantou, tropeçou, tombou. Levantou novamente cambaleando. O sagui saiu a correr em direção a floresta vizinha.

A discussão teve início entre a família dele quando se debruçaram sobre a invasão. Afinal, quem estava invadindo o espaço de quem?

Davambe.

Gestão de Processos

Indicadores de TI, você vive sem eles?

Indicadores de TI, você vive sem eles?

posted by Edson Palomares

Na nossa vida estamos tão acostumados com os indicadores que às vezes nem nos damos conta de quantos deles temos a nossa disposição.

Carreira

O que ganharei ajudando a equipe?

O que ganharei ajudando a equipe?

posted by Davambe

Ele vinha tão rápido como uma Gazela fugindo de um Leão faminto. Triste e abatido, o coração a bater acelerado. Desde a época que ficou a saber que pertencia a uma geração, talvez a terceira de uma espécie que vivia a fugir de ser linchada.

Eminindiano La Catana, era o nome do Coelho que morava próximo ao deserto do Calahari. Aqueles que o conhecem costumavam se urinar de rir da desgraça dele, ao se lembrarem que seu avô, nascido próximo ao deserto do Sahara, precisou sair de lá ameaçado, por se opor à atitude das Gazelas, que se achavam soberanas e deveriam comandar a espécie para evitar que o Leão zangado se alimentasse dos seus filhotes.

“Quem manda aqui só eu!”, rugia a deixar a floresta a tremer. Foi nessas tremedeiras que o velho coelho desconfiado arrumou as malas, passou a viver na graça de Deus, à margem do rio Zambeze. Mas na margem a disputa por alimento era muito mais feroz, havia Tigre que descobriu uma tecnologia que permitia a produção de soja três fez ao ano na mesma área do cultivo. Com isso, passou a cobrar muito mais das áreas de quem pedia emprestada sua tecnologia.

“Aquele Tigre é um explorador!”, disse a galinha, “Vamos acabar com ele!”. Os animais se reuniram contra o dito explorador e deflagraram um combate que acabou sem vencedor. Mas que houve um no górdio para se reduzir as exigências do Tigre.

“Que mundo é esse? Foi preciso lutar para que ele reduzisse esses absurdos”, dizia um descontente de olhar soslaio.

A opção pela guerra, para que o bem estar coletivo fosse restabelecido passou a ser prática comum. Todos fechavam os olhos à margem da lei. E, prevalecia a guerra, guerrear era a opção mais rápida para ver a reivindicação atendida. O Coelho desconfiado abandonou o lugar, saiu das margens do Zambeze para viver às margens do Limpopo. Quando parecia haver encontrado paz no sul, foi obrigado a se juntar a um grupo para brigar contra a Hiena que achava prazeroso fazer churrasco de Passarinhos todo final de semana.

“Lutar a favor de Passarinho. Só me faltava essa! O que vou ganhar?”, perguntou o Coelho enquanto era aliciado.

“Ensinaremos o seu filho a cantar, falar… Sabe como é! O cantar de Passarinho é maravilhoso, todos apreciam”. E, foi o Coelho a defender os passarinhos na pior guerra que já conheceu. Sem chance de fugir, carregou em seu colo canhões, que o deixaram com cicatrizes, no corpo inteiro.

A guerra terminou. Os Passarinhos deixaram de fazer parte do churrasco das Hienas. Conforme acordado deviam ensinar a todos a cantar e falar. As comunidades à margem do Limpopo foram buscar os cantos. Alistaram-se para aprender. Sentavam-se ora no chão ora trepados em galhos de árvores. Não havia mais espaço, foi então que o Esquilo que assessorava os Pássaros, teve a ideia de uma pré seleção.

“É muito candidato, vamos selecionar”, foi aquele alvoroço.

“Não foi isso que ficou combinado, nós livramos vocês da Hiena em troca desse benefício”.

“Eh, isso é para todos”, completou outro.

Tecnologia

Sacolinha plástica e TI

Sacolinha plástica e TI

posted by Davambe

Na última realização do evento sobre a ecologia na cidade do Rio de Janeiro, Crisinia Nhangamuni andou a torcer pela humanidade, da qual tanto se falou naquele congresso, embora lá não estivesse, fez figa para o bem comum.

“Na escola a professora só fala da Rio +20”, comentou ela entusiasmada.

“Eh, filha, é a comunhão universal da necessidade de salvação”.

“Quem precisa de salvação, mãe?”

“O Mundo.”

“É o Leão ou é o Elefante que vai acabar com o mundo?”

A mãe então regressou ao passado para explicar novamente quem estava salvando quem. A Crisinia ficou tão sensibilizada que a partir daquele dia começou a separar as embalagens para reciclagem. Para salvar o mundo.

Mas sua mãe mantinha o hábito de uso de sacolinhas para coletar lixo, armazenar alimentos, entre outras utilidades, era fã. Quando era fornecida gratuitamente em supermercados fazia questão de levar muito mais do que necessário para acomodar as compras. Não tardiamente os estabelecidos deixaram de fornecê-las, criando um mal estar entre pessoas como a mãe de Crisinia.

“Os Supermercados deviam de reduzir o preço do pãozinho por que não estão a fornecer mais a sacolinha”, resmungava Magodane, seu pai, que esperava a participação de todos na campanha de “Sacolinha plástica sem utilidade”.

“Eles davam a sacolinha de graça”, concluiu ela.

“De graça…”

A sacolinha plástica passou a ocupar uma parte da conversa daquela família. Alegavam que devia regressar, que alguém estava se aproveitando ou a levar vantagem. A única pessoa que realmente não estava interessada na conversa era Crisinia, que fazia questão de separar e levar as caixas para reciclagem.

Carreira

Cuidado com o poço, pode ser perigoso?

Cuidado com o poço, pode ser perigoso?

posted by Davambe

“Nossa, que chefe esquisito!” Disse a gazela, “mal olha para nós”.

“Deixa disso, ele nem viu a gente”, comentou o Cágado, “mas sempre que ele pode, conversa sim”.

“Pra que serve o chefe?”

“Eu, eh…”

Os dois continuavam a conversar despreocupadamente na beira do poço quando inexplicavelmente a gazela tropeçou, caiu nas profundezas do poço.

“Maninha, que foi? Socorro!” Gritou o Cágado a procurar ajuda.

O Tigre chefe foi chamado, olhou e exclamou “O que vocês estavam fazendo na beirada?”

“Chefe, deixa os questionamentos para depois, vamos ajudar a Coitada.” Implorou a formiga.

Várias tentativas e nada. A gazela quase estufada. Apareceu o Elefante para dispersar a multidão.

“O que acontece, ninguém mais trabalha por aqui?”

“A gazela, a gazela….”

“O Leão comeu? Aquele vosso chefe me paga.”

“Não, não foi o Leão, a gazela caiu no poço.”

Carreira

Quando o Líder Decide Premiar a Equipe

Quando o Líder Decide Premiar a Equipe

posted by Davambe

“Bom dia, chefe”, disse a joaninha motivada.

“Por quê?”, perguntou o Leão mal humorado, cabisbaixo, “A empresa está a perder faturamento”, disse ele apontando a queda de energia “estamos sem energia”.

“Faz uma hora, chefe”, repetiu ela, “é uma pena, bem que podíamos ter no-break”.

“E você ainda fala bom dia?”, o Leão deu um chute na joaninha, virando-se de barriga para cima.

Fazia muito sol e a joaninha com as perninhas para cima e impossibilitada de voar. Tentou levantar e nada, esperneou até se cansar, ficou imóvel. “Maldito seja esse Leão, ele deixou-me assim só porque desejei um bom dia”.  Amaldiçoou o felino, falou mal, a desejar tudo de ruim. Quando cansada dormiu. O Sol já maduro deitou-se sobre o pequeno inseto, violentando-o, como se fosse uma cobertura de pimenta malagueta sobre os olhos.

De repente apareceu um lagarto faminto que andava a caçar insetos e eventuais joaninhas, mas vendo aquele bichinho em estado tão deprimente não se interessou em comê-la, gostava de carne fresca e achava que a joaninha estava morta.  Usando a sua cauda empurrou-a, arrastando-a. Com o empurrão, a joaninha ganhou a altura. Voou para bem longe  dos Leões e Lagartos.

Gerência de Projetos

Gerenciamento Jiboia e negócio à vista

Gerenciamento Jiboia e negócio à vista

posted by Davambe

“Nunca vi um gajo ordeiro como aquele”, dizia Albertino, coelho observador e madrugador, chegava cedo ao escritório, disputando assiduidade com o seu chefe.

Busca

Patrocínio

Publicidade




Siga-nos!

Newsletter: Inscreva-se

Para se inscrever em nossa newsletter preencha o formulário.