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Sobre os possíveis impactos do limite da Banda Larga fixa …

publicado por Horacio Mello

Figura - Sobre os possíveis impactos do limite da Banda Larga fixa ...Quando vejo esta polêmica sobre o limite da Banda Larga fixa no Brasil, algumas coisas me deixam apreensivo.

Uma delas tem a ver diretamente com a Sociedade do Conhecimento. Segundo Dziekaniak e Rover (2011, p. 1),

Em 1994, foi a vez de Peter Drucker pensar a nova sociedade através de um modelo que romperia com os formatos de até então. Ou seja, a sociedade não seria nem capitalista nem socialista, e sim Pós-Capitalista, ou ainda Sociedade em Rede, onde ele, o conhecimento, comunicado através das tecnologias de informação e comunicação, seria a peça central da engrenagem e, principalmente, seria um fator gerador de riqueza. (Amaral, 2006).Negroponte (2006) a denominou Sociedade Pós-Informação ou Sociedade Digital e, segundo Nehmy & Paim (2002), esses conceitos se fazem à medida que Negroponte (2006) considera as tecnologias informáticas em uma perspectiva de que seriam elas as responsáveis pelas alterações no estilo de vida das pessoas e das sociedades.

Então, se as TICs são as possíveis “peças centrais da engrenagem”, como reforçam os autores, limitar o acesso a uma determinada quantidade de informação, e diretamente ligada a condição econômica de quem adquire um determinado plano de acesso, isto reforça e aprofunda as desigualdades sociais, já tão fortes em nossa sociedade.

Desse modo, se de um lado tem-se a informação como mola propulsora do crescimento do capitalismo e, com isso o aumento de desigualdades sociais, de outro lado, tem-se o desenvolvimento de uma consciência maior, plural, que escapa ao mando das grandes potências econômicas, haja vista às potencialidades ofertadas pelo próprio desenvolvimento das tecnologias da informação e comunicação, através das quais a informação parece adquirir força própria e se dissipar ciberespaço afora, sem possibilidades de controle. (Dziekaniak e Rover, 2011, p. 1).

Ao poder consumir um limite de dados, retira-se do cidadão a igualdade de acesso, pois, infere-se que o usuário passará a pensar e repensar antes de assistir a um determinado arquivo de áudio ou de vídeo, em virtude de seu tamanho e, por isto, pelo consumo da Banda Fixa que este acesso irá promover. Assim, teremos uma nova divisão de classes, mediada pelo mundo digital: Aqueles que acessam separados daqueles que não acessam. Aumentando assim a exclusão social, pois o mundo virtual não pode mais ser separado do mundo real.

Acho que se comete um erro grave ao falar-se em vida real e em vida virtual, como se uma fosse real e a outra não. Na medida em que as pessoas passam tempo em lugares virtuais, acontece uma pressão, uma espécie de expressão do desejo humano de tornar mais permeáveis as fronteiras do real e do virtual. (CASALEGNO, 2009, p. 119)

Esta fronteira não existe mais, pois hoje não conseguimos mais distinguir em nosso cotidiano os momentos on – off line. Estamos o tempo todo nos mensageiros de texto, nos apps de voz, nas pesquisas no google.

Assim, impedir alguém de acessar o que quer, por conta do seu limite de banda é, no mínimo, cercear as possibilidades de ter acesso a informação e, por conseguinte, realizar a construção do conhecimento.

Me posiciono aqui, totalmente contrário a limitação de banda para acesso a internet fixa.

Leia mais sobre alguns teóricos citados neste artigo em:

http://www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/artigo-sociedade-do-conhecimento-caracter%C3%ADsticas-demandas-e-requisitos

http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3057/2335

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Autor

Professor universitário, mestre em educação, profissional de TI a mais de 30 anos, atuando com suporte para gestão de TI, aquisição e implantação de Hardware e Software.

Horacio Mello

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