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Profissionais “TY”

publicado por Luiz Pagnez

Muitas vezes, ao ouvir definições sobre os jovens da Geração Y, me vem a lembrança de muitos profissionais de TI que eu conheço. São várias as definições que ouvimos, mas as características destes profissionais que me parecem ter mais consenso entre os especialistas são:

-nasceram entre o final da década de 70 e a década de 90;

-têm grande desenvoltura com computadores e eletrônicos em geral;

-usam mais redes sociais do que email para se comunicar;

-leem jornais e revistas pela internet, não têm paciência para o acesso sequencial e linear das versões impressas;

– são “multitarefa”; impulsivos; impacientes e movidos a “novidades”.

Não sei quanto a você, caro leitor, mas me parece que os novos profissionais que têm entrado nos últimos anos na área de informática são os ícones desta nova geração.

Mas e se você se sente um dinossauro da “Geração X” (pós baby-boomers) e precisa liderar estes jovens profissionais técnicos “TI” da geração “Y” (TY)? Nada de desespero, releia os seus antigos livros de administração e liderança e você verá que muitas receitas de sucesso para trabalhar em harmonia com estes profissionais ainda estão lá.

Uma das principais ferramentas que você precisa exercitar é o velho e bom feedback. Nós (também me incluo nessa), jurássicos da Geração X, muitas vezes cumpríamos nosso trabalho zelosamente, hierarquicamente e humildemente apenas pela sensação de dever cumprido. Porém, a geração Y quer saber qual o sentido da tarefa que lhe foi designada, qual a relevância, complexidade e valor. Eles querem ser reconhecidos rapidamente ou vão embora da empresa sem a mínima dor na consciência.

Não é uma questão de mimá-los, mas feedbacks periódicos sobre os objetivos das tarefas, da performance dentro da equipe, requisitos de prazos, custos e qualidade bem divulgados e explicados vão lhe economizar alguns aborrecimentos no final do projeto. Lembre-se que o profissional TY é movido a novidades.

Faz muito sentido e é muito mais gratificante para eles construir um “hiper-propulsor ultra-sônico de projéteis metálicos com mira a laser para suporte de frames gráficos”, quando, na verdade, você só queria um martelo para pendurar um quadro na parede. Seja claro nos requisitos, seja claro nos limites de criatividade, na hierarquia e na autonomia que a empresa espera deles. Eles não vão se rebelar, mas precisam enxergar o significado e importância de seu trabalho.

Pontue as situações onde você precisa lembrar estes limites e não se esqueça de dar o bom feedback sobre as tarefas bem executadas.

Mas lembre-se de não passar apenas projetos de “martelos” para este profissional, pois ele vai cansar logo e irá acabar procurando um trabalho mais desafiador. Não seja rígido demais, quando a situação permitir, deixe este profissional dar asas a imaginação também.

Se mesmo assim sua relação ainda for um pouco turbulenta com os profissionais da geração Y, ainda lhe resta um consolo: saber que eles em breve vão enfrentar as mesmas dificuldades com a “Geração Z” (nascidos depois da internet gráfica, jogos multi-players globais, etc), que logo logo vão chegar ao mercado de trabalho revolucionando mais uma vez.

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Autor

Luiz Pagnez tem mais de 12 anos de experiência no mercado de Recrutamento Online, TI e Internet. Formação pela Unicamp, pós-graduação em TI pela FIAP e MBA pela FGV. Participou do start-up na Manager Online, foi Diretor de TI na Catho Online e Diretor do Emprego Certo no UOL. Atualmente é COO no Recrutando.com, site especializado em Recrutamento para Engenharia e TI Site: www.recrutando.com LinkedIn: br.linkedin.com/in/luizpagnez Twitter: www.twitter.com/pagnez

Luiz Pagnez

Comentários

1 Comment

  • Eu sou uma dessas criaturas jurássicas e não vejo porque tenho que mimar esses garotos – tudo é trabalho ao fim das contas – o relacionamento, a ética, a honestidade e a capacidade de manter uma equipe unida com um único propósito definem um bom profissional – tenha ele a idade que tiver… meu time é movido a paixão, somos um grupo trabalhando em comum – aqui não há lugar para “estrelas”, pois é do grupo que surge o resultado – vamos parar de valorizar apenas o novo e vamos supervalorizar os bons profissionais, apenas isso.

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