Carreira

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Lições do futebol para TI

publicado por Margadona

Nada melhor que uma comparação entre nossa paixão, TI, e a paixão nacional, o futebol, para ilustrar alguns exemplos de sucesso nas 4 linhas da seleção brasileira que podemos seguir!

Copa 1958 – Reunião com o comandante

Na Copa de 1958 o Brasil começou com campanha irregular, no 2º jogo, o empate de 0 x 0 com a Inglaterra, a seleção jogou muito mal e o próximo jogo seria decisivo contra uma “pedreira”, a União Soviética.

Nos dias que antecederam o esse jogo, os jogadores se reuniram com o técnico Vicente Feola e apontaram os defeitos do time e o que poderia ser feito para melhorar a produtividade do time.

Resultado: Feola colocou Pelé e Garrincha, o resto da história você já deve saber…

Lição: Não é somente responsabilidade do chefe detectar as falhas no projeto, o restante da equipe também deve participar e ajuda-lo na resolução dos problemas. No futebol como na TI, todos devem jogar juntos!

Copa 1962 – Perda do principal integrante

A seleção nacional chega como favorita e com obrigação de mostrar um bom trabalho na Copa realizada no Chile, entretanto, no 2º jogo sofre um duro golpe. Pelé se machuca e está fora do mundial, o time sente e empata em 0 x 0 o jogo contra a Tchecoslováquia.

O técnico Aymoré Moreira, aposta em Amarildo no difícil jogo contra a Espanha e dá certo. O Brasil vence por 2 a 1 com dois gols de Amarildo e nos outros jogos a estrela da Garricha brilha.

Resultado: A equipe perdeu sua referência, mas o comandante soube utilizar os recursos disponíveis para suprir a ausência e estimular a equipe para que o objetivo fosse alcançado.

Lição: Imprevistos acontecem, algumas vezes a solução pode ser mais simples do que parece. Lembre-se, ninguém é insubstituível, nem Pelé foi…

Copa 1970 – Equipe talentosa

Na Copa do México, o técnico Zagallo montou uma equipe recheada de talentos (Pelé, Rivelino, Gerson, Jairzinho, Tostão, Clodoaldo, Torres), mas com obediência tática, onde todos ajudavam na marcação, até mesmo Pelé, na época já reconhecido como rei do futebol.

Resultado: 6 jogos, 6 vitórias

Lição: Não adianta ter uma equipe recheada de talento e criatividade se não existir uma organização e disciplina para que todos se ajudem na busca de um objetivo. Missão dada é missão cumprida!

Copa 1994 – Pressão por resultados

Com a pressão de um jejum de 24 anos sem títulos, o Brasil chega a Copa dos EUA com desconfiança, devido ao desempenho nos amistosos, e muita pressão da torcida brasileira pelo título.

O técnico Parreira montou uma equipe de operários e disciplinados taticamente para conseguir conquistar a Copa.

Resultado: Jogando um futebol simples, até em certo momento feio, a seleção foi vencendo seus jogos e conseguiu trazer a tão sonhada Copa para o Brasil.

Lição: A pressão por resultados e o descredito dos outros pela equipe, devem servir de estímulo para a equipe, para extrair o que cada pessoa tem de melhor para atingir os objetivos.

Copa 2002 – União da equipe

O período de preparação para a Copa de 2002 foi péssimo para a seleção. Derrotas vexatórias e trocas de técnicos chegaram até mesmo a colocar em risco, pela 1ª vez na história, a participação brasileira numa Copa do Mundo.

O Brasil conseguiu se classificar apenas 1 jogo antes do final das eliminatórias, jogando um futebol mediano e sem dar esperança alguma para torcida.

Resultado: A única saída que o técnico Felipão encontrou foi “criar” a família Scolari, para que a equipe fosse unida como uma família, todos em prol de um objetivo. O time foi crescendo na competição e jogando um futebol eficiente e bonito conquistou o título.

Lição: O comandante sabia que contava com talentos na equipe e com operários, mas como fazer com que todos jogassem juntos? Como gerar uma ajuda mútua entre os integrantes da equipe? A solução foi batalhar para que existisse uma união, nunca vista antes, entre todos para vencer os obstáculos fazendo com que todos colhessem os resultados.

Obrigado.

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Autor

Profissional com 22 anos de experiência em TI, já atuou nas empresas ALESP, Promon, CET, DPRN, Câmara Municipal da Campinas e Jundiaí, Aeronáutica, Camargo Corrêa, Editora Abril, BMF&BOVESPA, Unimed Campinas, Agência Estado e Octo Corretora Atualmente trabalha na Octo Corretora(www.rico.com.vc) responsável pelo Home-Broker e Terminal de Operações e Serviços da empresa. E-mail: carlosmargadona@gmail.com

Margadona

Comentários

5 Comments

  • Entendo que a grande sacada do Felipão em 2002 foi apostar no Ronaldo Nazário que estava desacreditado com a lesão no joelho e até mesmo foi questionada sua participação. Felipão correu o risco e apostou.
    Em 1994 foi parecido com o Dunga. Ele estava desacreditado com o fracasso da geração “Dunga” e queria reabilitar sua imagem. Romário também estava “mordido” porque quase não foi convocado e na hora “H” decidiu o jogo das eliminatórias contra o Uruguai fazendo 2 gols da classificação. Foram os grandes nomes da copa.
    Em 1962 ficou claro que o Garrincha sempre foi mais craque que o Pelé, infelizmente sofria de alcoolismo e a cachaça derrubou ele.
    Em 1970 sabe-se que o Zagalo não fedia nem cheirava. Quem comandava e organizava tudo eram os boleiros mesmo…
    E em 2014?? Quem poderá nos socorrer?? Será o Chapolim “colorado” (Damião)?? Saudações gaúchas e coloradas! Dá-lhe Inter…kkkkkkkkk

  • Acredito que tanto no futebol quanto em equipes de TI, a única maneira de atingirmos os objetivos é quanto se possui um ‘Time’ e não uma ‘Equipe’ e isso esta bem claro em todas as conquistas brasileiras ao longo desses anos, e não só da seleção, na maioria das conquistas clubistas é baseada na formação de um ‘Time’, onde os interesses do coletivo vem a frente dos interesses pessoais. Para mim esse é o maior ensinamento que devemos trazer para nossos Times.
    E o segundo ponto e não menos importante é que tanto no Futebol quanto na TI não precisamos de ‘Comandantes’ e sim de Lideres que saibam liderar seu time no caminho da vitória, e no momento que estiverem errados ou não saberem o que fazer tenham humildade de aceitarem a opinião dos seus liderados, a exemplo do Feola em 1958.

  • Aproveitando o gancho do professor Jorge Oleques, gostaria de relembrar que o Inter deu um exemplo do que é “time” quando venceu o Barça de Ronaldinho Gaúcho no mundial de 2006. Ao contrário do Santos, que quis jogar bonitinho e acabou entrando na roda, levando um baile, o Inter mostrou pegada firme e união, sabendo que não tinha o mesmo estilo de jogo deles, mas conhecendo suas próprias capacidades: um futebol simples, aguerrido, sem firulas. Futebol de time do povo, de vila.
    Resultado: Campeão Mundial!
    Lição: Cada time tem que conhecer seu potencial e suas virtudes, seus talentos e fraquezas, sem se intimidar, fazer o que sabe fazer bem feito. “Feijoz com Arrão” é receita de sucesso do brasileiro.

  • Angelo e Jorge, como podemos ver…TI e futebol tem muitas coisas em comum..

    obrigado pelos comentários.

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