Carreira

Ξ 3 comentários

Que professor seu filho gostaria de ter?

publicado por Helio Soares

Figura - Que professor seu filho gostaria de ter?A busca de alternativas de ensino para as atuais gerações tem sido uma prática constante em todo o mundo. Uma das alternativas, é o Ensino baseado em Contexto. Com nomenclaturas diferentes, algumas experiências já estão sendo feitas há alguns anos.

Este método consiste em partir de um problema (contexto) e usá-lo como ferramenta para apresentar conteúdos, exercícios e avaliações. O problema, em si, não é o foco, mas sim as necessidades que ele apresenta ao aluno que precisará de novos conteúdos, técnicas e tutorias para resolvê-lo.

A grande questão neste modelo é tornar o ensino mais dinâmico e prático, focando em um objetivo claro que motive o aluno a estudar algo que seja, instantaneamente, útil para um momento de sua vida. O professor passa a ser um maestro que organiza e filtra as informações e habilidades que precisam ser resolvidas, conduzindo o aluno aos possíveis caminhos (e não ao único ou à solução pronta) para resolução do problema.

O modelo baseado em contexto exige uma sincronia de técnica, metodologia de ensino e conduta adequada de quem a aplica. Requer planejamento e experimentação. Enquanto os cursos de pedagogia não formarem as novas gerações de professores, o caminho é experimentar, medir e adequar as ações com base nos resultados.

Claro que há resistências e críticas, inerentes a qualquer movimento de disruptura. Mas a falta desta ousadia em mudar, mesmo que sem saber exatamente como, pode trazer resultados caóticos para a evolução educacional, prejudicando gerações potencialmente diferenciadas do ponto de vista tecnológica.

E falando em tecnologia, obviamente ela deve estar presente na resolução dos problemas contextualizados em cada ambiente de ensino. Há diversas ferramentas disponíveis, desde pacotes para aulas invertidas, como Office 365 e Google Education, como ferramentas mais acessíveis para educadores mais distantes tecnologicamente, como o Skype com tradução simultânea em várias línguas (inclusive português), WhatsApp, Facebook, dentre outras.

Dinâmicas entre os próprios educadores e profissionais de tecnologia podem tornar a escolha das ferramentas mais simples. É necessário fomentar esta discussão dentro das instituições de ensino para se definir um pacote básico de ferramentas de apoio para o educador.

Voltando ao contexto, um problema pode ser qualquer um. Por exemplo, pode-se montar uma peça de teatro em que os alunos são os atores e a sua criação, ensaios e apresentações sejam fases de um projeto. Técnicas para gerenciamento de projetos, liderança, empreendedorismo, marketing, relacionamento interpessoal, gestão de documentos, desenvolvimento de sites etc. podem fazer parte do conteúdo a ser ministrado. Tudo voltado para a resolução do problema: montar uma peça de teatro.

Parece simples, e o é. A dificuldade está no engajamento, na habilidade em explorar o máximo de conteúdo, mantendo-se a motivação do aluno em alta.

O sistema de avaliação também precisa acompanhar o modelo. Provas talvez não façam tanto sentido quanto no modelo tradicional. Avaliações simples de participação em aula também podem ser pobres para tal. A avaliação passa a ser mais contínua, o aluno precisa conhecer os critérios e saber que cada ação e seu resultado afeta sua avaliação. Geralmente, neste modelo, parte da avaliação é em grupo e parte individual. Criar o senso de responsabilidade coletiva e manter o mérito das entregas individuais é fundamental para não quebrar a motivação, gerando possíveis discussões sobre injustiças.

Por isto a necessidade de experimentar e medir. De fato, educar não pode ser um processo baseado em experimentos, precisa ter embasamento teórico, filosófico e pedagógico. Mas o tempo das mudanças tem nos obrigado a ousar, arriscar e mesclar experimentos com pedagogia.

Por fim, é importante documentar os experimentos e resultados. Compará-los com os resultados de técnicas tradicionais e ajustar rapidamente as ações para tornar o processo assertivo o quanto antes. O mercado espera por isto, os alunos buscam motivações diferentes e o educador, bem, este, às vezes, também, mas é o educador o “dono da bola”, o que verdadeiramente é capaz de iniciar o processo de mudança. Boas experiências a todos.

Artigos Relacionados

Autor

Mestre em Ciência da Computação pela UNICAMP, Especialista em Gestão Empresarial pela FGV e Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU. Atuação direta na gestão estratégica de TI com fortes conhecimentos em gerenciamento de projetos de Inovação Tecnológica e participação efetiva nas definições Tecnológicas e Operacionais nas empresas. Envolvimento com equipes de produtos, apoiando as áreas de negócio através de tecnologia para implementação de projetos de inovação. 25 anos de experiência com Tecnologia da Informação com sólidos conhecimentos em gestão estratégica de TI, governança, gerenciamento de projetos e equipes, gestão de contas, gestão de serviços críticos, incluindo os seguimentos de Educação, Cartão de Crédito, Instituições Financeiras, Callcenter, atacadistas e varejistas. Experiência na gestão de grandes projetos como ERP, BI, migração de tecnologia, roll-outs, mapeamento e otimização de processos e forte atuação no relacionamento com áreas de negócio. Responsável pela gestão e planejamento de fábricas de software, outsourcing e prestação de serviços baseados em COBIT, ITIL, PMI, PMO.

Helio Soares

Comentários

3 Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Autores

Pesquisar:

Siga-nos!

Patrocínio

Facebook

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar

Inscreva-se em nossa Newsletter