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Hype Cycle – Como identificar a inovação certa no momento certo

publicado por Fabio dos Anjos

Tente recordar de uma época em que só se falava em determinada tecnologia, e como ela demorou anos e mais anos para começar a ser útil e fazer sentido para você. Todo esse período segue um padrão identificado a mais de 10 anos pela empresa americana de consultoria Gartner. E foi da observação desse padrão que nasceu a metodologia chamada Hype Cycle.

Hype Cycle é a forma gráfica de representar a maturidade e a adoção de determinadas tecnologias. Dividida em cinco fases, o Hype Cycle caracteriza o exagerado entusiasmo inicial e subseqüente desapontamento que tipicamente acontece na introdução de novas tecnologias. O gráfico também pretende mostrar o que ocorre depois desse ciclo inicial, quando a tecnologia se estabiliza, passa a oferecer benefícios práticos e começa a ser efetivamente adotada pela sociedade.

Lidar com tecnologias emergentes é um desafio. É difícil descobrir se determinado fenômeno tecnológico surgindo no horizonte é exagero, tendência ou extrema eficiência. As decisões de embarcar em uma tecnologia inovadora são arriscadas e têm, inevitavelmente, uma alta margem de incertezas.

Por outro lado, o cenário de negócios está cada vez mais complexo e ameaçador, e para manterem-se vivas e relevantes, as empresas têm que inovar, continuamente. As tecnologias emergentes representam o futuro de muitos setores de negócios, pois têm potencial de criar e reestruturar indústrias em ritmo cada vez mais acelerado. Tornam obsoletas práticas tradicionais e provocam o surgimento de novas e melhores práticas, competências centrais e estratégias competitivas. É um cenário que as empresas têm que enfrentar. Simplesmente não têm escolha, a não ser se transformar em participantes ativas do ecossistema de tecnologias emergentes que podem redefinir seu próprio futuro. Ou correrem o risco de perder relevância e eventualmente desaparecerem.

Recentemente o Gartner liberou seu “Hype Cycle for Emergent Technologies” com sua visão das principais tendências tecnológicas para os próximos anos. Esta visão gráfica proposta pelo Gartner é interessante por combinar duas curvas que se complementam.

A primeira, em formato de sino, descreve esperanças e expectativas, e a frequente desilusão que acontece com muitas tecnologias. É o lado emotivo, que enfatiza o entusiasmo e exacerba a frustração. A segunda curva, mais racional, é a que descreve a adoção de tecnologias e tem um formato de um “S” deitado. É aí que as tecnologias realmente se consolidam e se disseminam pela sociedade. De forma similar vemos este fenômeno ocorrendo na mídia. Quando a tecnologia está na fase do entusiasmo ou mesmo frustração, aparece em reportagens como casos de sucesso ou fracasso. Quando ela passa a ser adotada, se tornando mainstream, simplesmente some das manchetes.

Fases do ciclo de uma tecnologia:

1ª fase: Technology Trigger

É quando uma tecnologia potencialmente inovadora começa a despertar o interesse dos meios de comunicação, começando um período de grande exposição na mídia. Muitas vezes, a viabilidade comercial da invenção nem está provada ainda quando isso acontece.

2ª fase: Peak of Inflated Expectations

A segunda fase é quando a popularidade da tecnologia chega ao topo, assim como as expectativas sobre ela. A publicidade precoce acaba gerando uma série de histórias de sucesso, mas também de fracassos.

3ª fase: Trough of Disillusionment

Na fase anterior, tamanho o exagero da expectativa criada, começam os questionamentos e o público começa a se dar conta que a novidade “não era tudo aquilo”. Assim, chega-se à fase da desilusão, quando a curva vira para baixo e a adoção da tecnologia cai consideravelmente.

4ª fase: Slope of Enlightenment

Na quarta fase, depois do exagero e desilusão, sobram as pessoas e empresas que encaram a tecnologia de maneira mais racional e, a partir daí, surgem novos cases interessantes e fica mais fácil entender em quais casos utilizar a tecnologia é legal e em quais casos ela não serve.

5ª fase: Plateau of Productivity

A última fase é o platô de produtividade, quando a tecnologia está mais estável, é amplamente aceita (sem um hype exagerado) e sabe-se melhor como aplicá-la. As empresas mais conservadoras costumam começar a utilizá-la apenas nessa fase.

Identificar em qual fase do Hype Cycle está determinada tecnologia pode ajudar você a decidir se deve ou não adotá-la agora e qual a abordagem que será usada. Lançar mão de uma tecnologia ainda não consolidada é muito diferente de planejar ações com outra que já está no platô de produtividade.

Referências:

http://lucasdiniz.me/hype-cycle-identificando-a-maturidade-de-uma-tecnologia/.

http://cio.com.br/tecnologia/2016/08/29/hype-cycle-do-gartner-destaca-novos-ecossistemas-digitais/.

http://aquintaonda.blogspot.com.br/2008/09/hype-cycles.html.

http://computerworld.com.br/negocios/2014/08/13/a-internet-das-coisas-esta-no-topo-do-hype-cycle-do-gartner.

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Autor

Quase 10 anos de experiencia no mercado de T.I. Tecnólogo em redes de computadores e MBA em Gestão estratégica de negócios pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada (IBTA).

Premiado HPE Aruba Brasil Networking Partner of the Year 2016 pela IT2B – Tecnologia e Inovação.

Certificados:
CCNA R&S/
CCNA Wireless/
Aruba Certified Mobility Professional v4/
HP ASE (Accredited Systems Enginner)/
Huawei Certified Pre-sales Specialist-IP Network (Shenzhen – China).

Fabio dos Anjos

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