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Blockchain: uma revolução no setor bancário

publicado por Nuno Pereira

Figura - Blockchain: uma revolução no setor bancárioO blockchain tem potencial para ser tão revolucionário e impactante quanto a internet quando surgiu. Segundo Alex Trapscott, autor do livro Blockchain Revolution, a tecnologia pode ser o “pulo do gato” para trazer para o sistema bancário internacional alguns milhões de pessoas que ainda estão fora dele, com a possibilidade de grandes ganhos de eficiência e automação dos sistemas financeiros. No último Fórum Econômico Mundial, foi divulgada uma projeção que aponta que, em 2017, cerca de 10% do PIB mundial transitará sobre plataformas rodando em blockchain.

A adoção efetiva da tecnologia pode, por exemplo, reduzir as barreiras de comunicação e silos dos players financeiros no atendimento ao cliente, tanto em diferentes unidades de negócio – como crédito, investimento e seguros –, quanto geograficamente. Torna-se possível, assim, uma troca rápida de conhecimento e replicação de soluções em outras unidades. Além disso, no mercado de capitais, o blockchain pode ajudar a agilizar o registro de transações de produtos financeiros nas corretoras e agências reguladoras.

Confira, abaixo, três diferentes modelos de negócio que serão simplificados com a tecnologia:

Redes de Transferências Internacionais: pensando na ótica dos intermediários, pode-se identificar algumas dezenas de players entre bancos, intermediários de transferências internacionais e receitas federais envolvidos no processo, além de alguns milhões de potenciais usuários. O Bitcoin já está fazendo este papel de forma informal, pois há uma dificuldade relevante de colaboração e integração entre tantas entidades de foro internacional. No entanto, alguns players estão desenvolvendo soluções próprias para acelerar a confirmação da transação, que hoje leva vários dias úteis.

Redes de atendimento ao consumidor final: nesta área de atuação, soluções como registro e acompanhamento de dívidas, hipotecas, carteira virtual, identidade digital, transferências e pagamentos simples serão portas de inserção da população não bancarizada neste universo. Conforme as barreiras atuais de volumetria do blockchain diminuírem, as empresas poderão encontrar soluções que viabilizarão o atendimento a populações remotas e/ou sem acesso ao micro banking. Por outro lado, os conceitos de carteira e identidade digital deverão estar associados aos conceitos evoluídos de KYC (know your customer) e service customization para melhorar portfólios de clientes high end.

Negociação e execução de transações em mercado de capitais: esse nicho já conta com um número considerável de participantes – investidores pessoa física e pessoa jurídica. Além disso, há uma série de organizações que participam ativamente da execução, confirmação, controle e auditoria da transação. No caso do Brasil, essas entidades são Bovespa, CETIP, bancos de investimento, bancos comerciais, investidores institucionais, investidores pessoa física, Receita Federal, entre outros. Com essa enorme quantidade de organizações envolvidas no processo, seria muito benéfico e seguro, tanto para os participantes quanto para os credenciadores, a implantação da tecnologia. O blockchain permitiria uma execução mais rápida e bem menos custosa das transações, aumentando, assim, os níveis de transparência, certificação e auditoria para todas as partes.

Em um futuro próximo, o blockchain será o standard de referência para qualquer sistema de informação/transação onde haja necessidade de armazenamento de informação de forma segura e imutável, e passível de compartilhar entre várias partes de forma rápida e eficiente. Porém, duas questões essenciais desta tecnologia movimentam a comunidade desenvolvedora: que soluções adotar para ultrapassar as barreiras de volumetria e escalabilidade, e qual será o grande impulsionador de desenvolvimento da tecnologia: a busca pela otimização do Opex ou a melhora da experiência do usuário na utilização dos serviços?

Os primeiros a vencer essas etapas certamente estão lançados para conquistar novos mercados e aumentar market share nos mercados que atuam.

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Autor

Nuno Pereira, Gerente de Consultoria da PromonLogicalis

Nuno Pereira

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