Gestão de Conhecimento

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Sociedade do Conhecimento, Gestão do Conhecimento e Comunidades de Prática (I)

publicado por Neusa Maria de Andrade

Figura - Sociedade do Conhecimento, Gestão do Conhecimento e Comunidades de Prática (I)A ideia dessa coluna é periodicamente apresentar principais conceitos e o “estado-da-arte” de recentes pesquisas conjugadas a exemplos e aplicações práticas, de forma que isso possa servir de subsídio aos gestores de TI na realização de suas tarefas e especificações, de acordo com demandas e desafios da Sociedade em Rede, conceito e tese defendida por Manuel Castells.

As chamadas TIC, ou Tecnologias de Informação e Comunicação, permitiram a criação de inúmeras ferramentas utilizadas tanto no âmbito pessoal quanto das organizações, sendo que a colaboração entre empresas, fornecedores e parceiros vem sendo constantemente aprimorada e tornou-se um requisito básico da Sociedade do Conhecimento. (CASTELLS, 2005)

O uso da Internet em âmbito comercial e suas aplicações geraram acelerado processo de evolução na sociedade e isso alterou substancialmente o papel da TI nas empresas, sendo que as responsabilidades dos gestores de Tecnologia da Informação hoje superam as meras tarefas de suporte aos usuários, a manutenção da rede de computadores e os repositórios de documentos e conjugam-se com áreas estratégicas nas empresas.

No entanto, as organizações perceberam que apenas máquinas, equipamentos e redes não são os ativos responsáveis pela rentabilidade de uma organização, mas sim o capital intelectual, ou seja, o conhecimento dos indivíduos que nela trabalham.

O departamento de TI também pode ser direta ou indiretamente responsabilizado pela eficiência da comunicação e lucratividade nas organizações, pela qualidade dos relacionamentos e redes formadas, tanto no próprio ambiente, quanto nas alianças com outras organizações, clientes e fornecedores, etc, todos esses “laços” geradores de conhecimento.

As práticas de Gestão do Conhecimento surgiram na década de 1990, como modelo gerencial para empresas que visavam desenvolver produtos e serviços de gerenciamento sobre o aprendizado e a retenção de conhecimentos tácitos e explícitos dos seus colaboradores. (NONAKA e TAKEUCHI, 2008).

A busca por sistemas e processos inovadores capazes de gerar vantagem competitiva trouxe para o mercado diversos modelos e processos de Gestão do Conhecimento, além de uma infinidade de percepções de como estruturá-las e implementá-las e assim impulsionaram o desenvolvimento de sistemas de educação à distância, e-learning, universidades corporativas, sistemas de mensagens instantâneas, entre outros.

Na Sociedade do Conhecimento, as empresas precisam se adaptar ou ajustar de algum modo e para isso é importante aprender a considerar suas bases de conhecimento emergente que geralmente encontram nas intranets uma importante aliada para disseminação de forma estruturada da comunicação e o engajamento colaborativo.

No uso dessa ferramenta, uma das vantagens que a TI encontra é que as Intranets constituem-se bons exemplos de como uma infraestrutura sobre uma rede já existente é capaz de atender a demanda interna, com mecanismos de segurança e controle de acesso somente aos usuários autorizados.

Por definição as Intranets são capazes de distribuir informações para seus usuários e têm como objetivo oferecer infraestrutura para disseminação de informações corporativas, antes disponíveis somente através de sistemas proprietários e de alto custo.

Como solução baseada em Web, as intranets contribuem para atividades que envolvam tomadas de decisões e constituem-se como meio ideal para manter e atualizar informações sobre o negócio, dispensando a necessidade de produção, duplicação e distribuição de informações em papel, vantagens e benefícios que se bem administradas podem aumentar a produtividade e a satisfação dos seus usuários, funcionários, colaboradores e gestores e otimização dos processos produtivos.

A evolução de uma intranet para extranet ocorre de forma eficiente quando os processos de negócio apresentam complexidade de forma a exigir a necessidade de integração via web, tanto de parceiros quanto fornecedores, numa mesma rede de suprimentos, capaz de realizar transações eletrônicas de compra e venda de matéria-prima, produtos e serviços comunicação, etc.

Na prática, uma extranet pode ser considerada como uma extensão da intranet e é utilizada para aprimorar as relações entre organizações que compartilham um objetivo comum e coopera para executar atividades de negócio integrando por exemplo fornecedores, produção e financeiro, a fim de diminuir custos.

Da integração entre essas Redes podem surgir Comunidades de Prática (CoP), termo utilizado para designar grupos informais que tem por essência o uso do conhecimento para promover o processo de aprendizado, a partir de resultados práticos. Na próxima coluna iremos nos aprofundar no conceito de trabalhador do conhecimento de Peter Drucker e características de Comunidades de Prática.

REFERÊNCIAS

CASTELLS, Manuel; CARDOSO, Gustavo. A Sociedade em rede. Do conhecimento à acção política. Imprensa Nacional, 2005.
DRUCKER, P. O melhor de Peter Drucker: A sociedade. São Paulo: Nobel, 2002
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. The knowledge creating company: how Japanese companies create the dynamics of innovation. Oxford University Press, Oxford, 1994.
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de Conhecimento na empresa Como as empresas japonesas geram dinâmica da inovação. Rio de Janeiro. Elsevier- 16ª. edição 1997.
WENGER, E. Communities of Practice: learning, meaning and identity. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.

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Autor

Neusa Andrade é administradora de empresas, com MBA em Gestão de Negócios pela FEA-USP e MBA em Tecnologia da Informação e Sustentabilidade pela POLI-USP e mestrado com foco em Gestão de Conhecimento e Comunidades de Prática. Avaliadora da revista REGET www.ufsm.br/reget e co-responsável pelo site Redes https://forumredes.wordpress.com/

Neusa Maria de Andrade

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