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O mercado de TI e a educação

publicado por Horacio Mello

Figura - O mercado de TI e a educaçãoEstamos em pleno século XXI, com o advento de diversas possibilidades tecnológicas, um mundo que apresenta inúmeras alternativas para a busca de informações e construção de conhecimento, porém isto não é acessível para todos. Nunca na história da humanidade se necessitou tanto saber ler e escrever. A nossa atual sociedade é baseada, quase que em sua totalidade, em textos, em suporte tradicional (papel) ou suporte digital, como este que você está lendo. A compreensão do que se lê é cada vez mais necessária para que possamos viver com qualidade e tendo a compreensão das coisas que nos cercam. Com a popularização dos smartphones cada vez mais interagimos com a linguagem escrita, apesar da atual sofisticação dos softwares de reconhecimento de linguagem e dos assistentes pessoais que interagem aos comandos da voz humana, artifícios que deverão crescer muitos nos anos próximos.

Porém, os avanços educacionais não acompanharam esta necessidade de um boa qualificação, nem mesmo para que se possa viver com o mínimo de qualidade quando o que se fala é o entendimento textual.

Estamos convivendo com gerações de brasileiros que são analfabetos funcionais, ou seja, tem escolaridade de ensino fundamental ou médio, sabem ler e escrever, mas não compreendem o que leem, muito menos o que escrevem. Para uma economia baseada no conhecimento, isto é aterrador. Pois, se o que vale agora é o conhecimento e o princial suporte do conhecimento é a escrita, se temos pessoas que leem não entendem… Não há economia do conhecimento.

Não teremos competitividade alguma no mercado global com nossos atuais índices de escolaridade.

Ilustro isto fazendo uma referência a uma matéria divulgada no Jornal  “O Estadão” em sua edição  digital de 17 de julho de 2012, que afirma “Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa”. imaginem que se  este é o índice do Ensino Superior, como estarão os índices da Educação Básica ?

E o que o mercado de TI tem com isto?

Tudo a ver pois nossa base de trabalho é o conhecimento. Se lemos nas notícias veiculadas que o mercado de TI necessita cada vez mais de mão de obra especializada o questionamento que fica é: como ter esta mão de obra especializada com este gap educacional tão forte?

Se temos este exército de pessoas com incapacidade de leitura e escrita, como podemos pensar em programadores, em gestores de TI, em gerentes de bancos de dados, enfim …

Como podemos tentar reverter este quadro?

Com o incentivo cada vez maior para uma educação de qualidade, com professores capacitados e atuantes e com a inserção do ensino de programação nas escolas de Educação Básica. Quem sabe como uma disciplina optativa, ou quem sabe como um “algo a mais”  com iniciativas como a de sites que proporcionam o aprendizado de lógica de programação de maneira lúdica, iniciando as crianças e os adolescentes no mundo  da inicialização a programação. E assim, pelo lúdico, melhorando as capacidades de leitura e escrita, proporcionando aos nossos jovens as possibilidades de aprender algo que possa ter significação em suas vidas. E, quem sabe um dia, em um futuro bem próximo, possamos ter uma esperança de competir neste mercado da Era do Conhecimento.

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Autor

Professor universitário, mestre em educação, profissional de TI a mais de 30 anos, atuando com suporte para gestão de TI, aquisição e implantação de Hardware e Software.

Horacio Mello

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