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Potencial e limite de uma equipe, não podemos confundir

publicado por Luiz Eduardo Improta

Potencial e limite de uma equipe, não podemos confundirFrequentemente os gestores de TI e correlatas, se deparam com uma dúvida que apesar de todos saberem a diferença na tradicional mesa do almoço na hora de pôr em prática, fazem uma confusão tremenda. E digo mais: já presenciei o “alto” escalão fazer a mesma confusão em reuniões de equipes e que agora trouxe para discutirmos um pouco.

Quem nunca ouviu algo parecido com isso em uma reunião de equipe, após a demora em resolver um problema: “gente, temos de melhorar nosso desempenho pois é inadmissível demorarmos tanto para resolver um probleminha desses”. Lembrou? Com certeza os mais antigos já ouviram e os mais novos se não ouviram, acredite que vai um dia. Há uma desânimo total na reunião e geralmente, nada de concreto acontece depois. Fica apenas a “bronca”. Contudo o que o gestor deveria fazer primeiramente é mapear as causas que levaram a equipe a levar o tempo todo para resolver um problema que ele, o gestor, considera pequeno. Depois discuti-las com a equipe. Mas vamos ao que interessa: faltou a equipe conhecer seus limites ou seu potencial? Da forma que eu coloquei parecem a mesma coisa, mas na prática não é, apesar de existir um linha bem tênue que as separa.

Uma equipe pode ser limitada mas pode ter potencial. Entendeu agora! A limitação da equipe não é culpa dela e sim da gestão.  Uma equipe limitada não quer dizer que seja ruim e sim não foi preparada. Limitações todos temos, por melhor que sejamos em nossa área, pois chega um ponto que paramos e pensamos “cheguei ao meu limite”. Para ajudar ao raciocínio e para ilustrar, não podemos pensar em equipe da mesma forma que pensamos em uma pessoa individualmente, pois é outro erro. Pense no corpo humano, que terá a perfeita noção de uma equipe. Cada um tem sua função e só funciona bem se o conjunto estiver legal, quer ver: o que um dedo sozinho? Nada, mas com os outros podem fazer coisas maravilhosas (inclusive digitar este artigo… eheheh). Apesar do corpo humano ser maravilhoso e resistente, tem suas limitações e quando vamos além dela, certamente colhemos frutos não muito bons, certo!? A equipe é quase a mesma coisa, pois o corpo já vem feito e a equipe o gestor ou empresa montam. Essa é a tarefa mais difícil, pois deixar a montagem da equipe com uma pessoa sem experiência com pessoas e tecnicamente, quase sempre dá problemas futuros. O gestor que pega o trem já andando, isto é, com a equipe formada tem de descobrir rapidamente a limitação da equipe e trabalhar nela ou nelas, pois sempre. Não esqueci o “potencial”. Potencial é justamente, neste caso, a capacidade de melhorar cada vez mais para atingir um objetivo estabelecido. E isso também é responsabilidade do gestor, de indicar o caminho que a equipe deve seguir. Isso fica fácil quando o gestor é um líder. Muitas empresas insistem em promover excelentes técnicos para cargos de gestão sem deixar a área de Recursos Humanos avaliar ou até mesmo um psicólogo, por exemplo, ou profissional para atestar se o mesmo possui o perfil necessário. Moral da história: perdem um excelente técnico e ganham um gestor sem resultados e praticamente traduz tudo isso em um baixo rendimento da equipe. Em alguns casos aumentam inclusive o “turnover” da equipe.

Resumindo: o maior desafio para alinhar limite com potencial é a escolha perfeito dos gestores das equipes. A alta direção por vezes, assume a responsabilidade de indicar um gestor mesmo sem o “aval” do Recursos Humanos e certamente colherá os frutos depois. Só que isso influencia também no desempenho dos setores envolvidos e até da empresa como um todo. A responsabilidade é grande e dizer que uma equipe é limitada não deveria ser ofensa ou novidade, pois todas são. Agora um gestor dizer que a mesma não tem potencial é dar um tiro no “pé”, pois a responsabilidade é dele de conduzi-la e de recompor se for o caso, pois além de tudo não deve se esquecer que ele também faz parte da equipe e se a equipe vai mal, com certeza aos olhos da “Alta Administração”, ele vai pior.

[Crédito da Imagem: Limite – ShutterStock]

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Autor

Sou profissional com mais de 22 anos de experiência desenvolvida em empresas do setor “outsourcing” em TI e Segurança da Informação. Com 2 Pós graduações e 1 MBA na área de TI e diversas Certificações em Segurança e Tecnologia da Informação, dentre elas: COBIT 4.1, ITIL v2 e v3, ISO27002 e CCSA/CCSE.

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Luiz Eduardo Improta

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