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Sobre Marcos de Araujo

Marcos de Araújo - Atua como gerente da área Project Management Solutions da Deloitte Consulting. Possui experiência profissional de 29 anos, dos quais 16 anos em posições executivas, atuando em projetos nacionais e internacionais relacionados à implantação de sistemas, processos e novos produtos, bem como a mudanças organizacionais em empresas multinacionais tais como Fidelity Processadora, Maxblue Investimentos (Deutsche Bank), American Express, Paramount Lansul, Ciba-Geigy Química e Farmacêutica, dentre outras. É graduado em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas (FASP-1993), especializado em metodologia do ensino (FECAP-1996) e pós-graduado em Administração da Qualidade (FECAP-1997). Especializou-se também em Management (Mauá-1998) e MBA Executivo em E-Business (ESPM-2003). Consultor empresarial e instrutor de diversos cursos gerenciais e técnicos ministrados no Brasil. Atua também como professor universitário na FIT - Faculdade Impacta de Tecnologia e na pós-graduação em Gestão de Projetos do SENAC. É ex-professor da graduação da FASP, Uninove e Trevisan Escola de Negócios e da Pós-Graduação da Uni-Anhanguera. Linkedin: http://www.linkedin.com/in/marcosdearaujo

Opinião: Quem mexeu no meu queijo?

Publicado por Marcos de Araujo  /   18 de maio de 2012  /   Em Carreira, Mercado  /   Nenhum comentário

Realmente esta parábola é muito interessante. Pude me identificar com os personagens no decorrer da leitura do livro, relembrando muitos acontecimentos do passado, principalmente os relativos a carreira. O fato de que as mudanças são efetivamente parte de nossas vidas em um primeiro momento pode ser algo assustador, mas não o é se fizermos um trabalho de conscientização a respeito da nossa influência para modificar as coisas, bem como da nossa flexibilidade para adaptação.

Este trabalho indicará o sucesso ou o fracasso em nossas vidas.  Precisamos optar por qual dos 4 personagens de nossa personalidade queremos delegar o “controle” das nossas ações: Sniff que percebe a mudança e age pró-ativamente, Scurry que corre o tempo todo, Hem que nega a mudança ou Haw que se adapta.

Temos exemplos no livro de atitudes que podemos observar no dia a dia, como exemplo, a confiança se transformar em arrogância devido a posição cômoda que as pessoas se encontram, ocasionando uma falta de visão, ou mesmo exemplos de atitude de prontidão com o estabelecimento da rotina diária de se manter preparado para o novo.

Neste caso, a simplicidade de visão em relação a mudança inevitável traz um diferencial competitivo, ou seja, se a situação mudou, devemos mudar também.

Isso em detrimento da atitude de permanecer parado, numa atitude inconformada e indignado perante a mudança que, por exemplo, os duendes tomaram. Dentro deste comportamento podemos verificar que o sentimento de injustiça os leva a uma paralisia. Eles não conseguem acreditar na mudança pois estavam  despreparados.

O sentimento de negação e busca dos “culpados” os mantém na escuridão gerando mais frustração e irritação, afinal, não é fácil abandonar o conforto da sensação familiar em detrimento do risco e da possibilidade de fracasso na busca por outras oportunidades. 

Somente depois de algum tempo e muito custo, existe a aceitação da real situação: Apesar das incertezas não existe outra opção a não ser arriscar-se na busca de novas oportunidades.  A velha situação não voltaria a ocorrer. 

Devemos mudar ou morrer, como descrito no livro. Na verdade o medo pode ser bom quando utilizado como força motora para a precaução, ou seja, para a mudança antecipada. No entanto, quando o medo impede qualquer tipo de ação, este pode ser devastador. Temos que vencer nosso medo para podermos nos sentir livres.

O ponto básico é acreditar que no fim da jornada poderemos encontrar o nosso objetivo de busca. Mantermos-nos positivos e motivados é essencial para a sobrevivência durante a caminhada. 

Mais do que tudo, precisamos mudar nosso paradigma relativo a mudança. Nada melhora se não modificarmos a nós mesmos para enfrentarmos as mudanças que são constantes e inevitáveis.

Jogo Rápido: Política de Segurança

Publicado por Marcos de Araujo  /   17 de fevereiro de 2012  /   Em Segurança da Informação, TI Corporativa  /   Nenhum comentário

Deve conter, em linhas gerais, quem pode acessar o que, como devem ser protegidos os sistemas, os papeis e responsabilidades devem estar descritos, bem como o uso das ferramentas, por exemplo, o correio eletrônico, WEB, conexões externas, etc, em relação a privacidade das informações e demais restrições gerais.

O objetivo de uma política de segurança e garantir que todos os possíveis issues relacionados a segurança na organização sejam devidamente averiguados e endereçados, estabelecendo claramente a diretriz e alinhamento com as estratégias de negócio.

Baseia-se em analises de processos e riscos bem como no ambiente tecno-computacional, criando controles, procedimentos de auditoria e testes e contribuindo com o direcionamento do treinamento para a criação e manutenção de uma cultura de segurança na organização.

Itens básicos de uma política de segurança:

-  Papeis responsabilidades e envolvimentos

-  Riscos envolvidos

-  Praticas estabelecida (controles, testes, auditoria, etc)

-  Identificação de ameaças

-  Técnicas empregadas para avaliação

-  Regras de negocio e acesso a informação

-  Impactos no caso do não cumprimento da política e/ou possível violação

-  Detalhamento técnico (computacional) incluindo ambiente operacional e ferramentas (hardware e software)

-  Plano de continuidade de negócios e recuperação no caso de desastre.

Critérios para tomar decisões sobre infra-estrutura de redes

Publicado por Marcos de Araujo  /   10 de fevereiro de 2012  /   Em Redes & Telecom, TI Corporativa  /   1 Comentário

Sob qualquer prisma, um gestor de TI hoje precisa estar alinhado com as unidades de negócios da empresa em que trabalha, partilhando da estratégia, metas e objetivos da corporação para curto, médio e longo prazo. De uma maneira geral podemos dizer que os principais pontos são:

QUEM são os provedores da solução e os clientes (levando-se em consideração todos os possíveis times que trabalham em um projeto – telecomunicações, desenvolvimento de sistemas, produção, etc. – que pode ser um fornecedor interno ou externo, mas que de qualquer forma deve ser qualificado (Correta alocação de conhecimento e métricas de qualidade estabelecidas).

ONDE deverão ser alocadas as soluções – preocupação com infra-estrutura (redes, segurança, servidores (e-mail, banco de dados, Internet, etc.), telecomunicações, ferramentas de controle e desenvolvimento, etc., ou seja, a alocação da plataforma tecnológica de uma maneira geral, partindo do sistema operacional e maquinas sob o prisma de logística, distribuição de processamento e topologia.

PORQUE implementar a solução. Esta premissa vai de encontro ao saber detalhes sobre o business, o mercado e a estratégia adotada.

QUAL tecnologia adotar em detrimento de outras, baseado em critérios de inovação, tendências de mercado, facilidade de suporte e contratação de serviços, flexibilidade, escalabilidade e confiabilidade da plataforma tecnológica.

QUANDO deve-se implementar a solução. Ter clara visão das restrições e timing de mercado / produto. Só aplica-se tecnologia para movimentar o business e gerar lucro. Este processo esta intimamente ligado a visão e missão da empresa e a permanência de longo prazo da cia no mercado.

COMO fazer acontecer a estruturação do projeto de TI – Respeitar o Plano Diretor de Informática, planejamento claro e preciso dos projetos, metodologia aplicada e best practices adotadas via benchmarking no segmento e pesquisa de novas soluções.

QUANTO GASTAR - clara definição das restrições financeiras do projeto e dos ganhos previstos. As vezes o atraso no projeto ou a não antecipação do termino do mesmo visando economia na compra de serviços e equipamentos não justifica a perda de volume de negócios que não se realizam pela não implementação da solução.

De qualquer modo, controlar uma infra-estrutura de TI requer cuidados, adequação de tempo e recursos e muito planejamento. Ainda que complicada, uma infra-estrutura bem planejada, flexível e confiável é indispensável nos dias de hoje.

Problemas como degradação de serviços, falhas de segurança, etc., são prejuízos certos para o negócio, mas, mais grave que isso, é a infra-estrutura inadequada, que não responde as inovações e exigências necessárias do negócio.

Cabe ao gestor de TI, bem como aos demais tomadores de decisões, a priorização e o planejamento detalhado do business e conseqüentemente da infra-estrutura tecnológica necessária para que se possa obter o sucesso desejado na realização dos negócios da corporação.

E-Business: Pontos importantes para a sua realização

Publicado por Marcos de Araujo  /   3 de fevereiro de 2012  /   Em E-Commerce, TI Corporativa  /   1 Comentário

Existem diversos pontos que devem ser considerados e tratados diferentemente na implementação de uma solução de e-business para a empresa. Alguns especialistas dizem que existem duas categorias de empresas que usam tecnologia de Internet que são as Dot-Com, empresas nascidas como de Internet e as Wanna-Dot, empresas do mundo real que adaptam seus negócios para o mundo virtual. De uma maneira geral, todas as pessoas acabam utilizando esta classificação.

 Analisando a implementação do e-business nas empresas Wanna-Dot, observamos que algumas empresas fazem uma maquiagem, ou seja, alterações sem profundidade nos processos, para iniciar a operação de e-business – diga-se de passagem, logicamente não resolvem – e que descaracterizam o negocio e encobrem os problemas, que na verdade, são naturais para qualquer tipo de gerenciamento de mudança e inovação mal conduzido dentro de uma organização. No mercado pode-se verificar casos relacionados não somente a administração pura, mas também a outros tipos de iniciativas como as voltadas para a implementação dos processos de qualidade nas industrias.

 Toda gerencia de mudança deve se perguntar os seguintes itens: Porque mudar? Qual será a mudança a ser implementada? Quem fará a mudança? Onde esta mudança devera ocorrer? Como o processo devera ser conduzido? Quanto custara e quanto tempo levara para ser estabelecido?  e Quando devera ser implementado?

Devemos analisar todos os itens sob a perspectiva de abrangência e profundidade de mudança, levando-se em consideração a cultura empresarial e os recursos disponíveis para esta empreitada. A grande verdade é que a mudança de paradigma relacionada a maneira como as pessoas de uma organização enxergam os desafios e a inovação, sejam eles relacionados ao e-business ou não, determinará o sucesso do empreendimento.

Para a implementação de uma cultura empresarial nova são necessários muitos anos e um alto investimento financeiro e de energia no processo de mudança, principalmente dos recursos humanos que devem encarar a inovação como uma oportunidade e abrir a mente para os novos desafios.

Um bom exemplo e o caso da IBM, uma das maiores empresas de e-business do mundo, onde o processo de mudança para o e-business focou o  “One Company” Mind-Set.

De uma maneira geral os pontos relacionados a seguir realmente são importantes, mas enfatizo que o e-business, como qualquer outro processo de inovação e mudança já realizado pela humanidade, necessita dos mesmos itens para que seja bem sucedido, ou seja: e-business é mais um processo de inovação e mudança que estamos encarando, portanto o problema relacionado a sua implementação não é de ordem tecnológica, mas sim de caráter humano.

O sucesso de implementação do e-business depende de uma visão maior e completa da realidade e requer repensar o modo de trabalhar da organização, a mudança de paradigmas sobre os clientes, o mercado, a comunicação, tomada de decisões, estilo operacional, comportamento gerencial e a retenção e motivação dos talentos que nada mais são do que os recursos humanos que encaram a inovação e a mudança como um oportunidade e um desafio e não como um mal ou ameaça ao status-quo.

Pontos importantes

Iniciativas descentralizadas e desordenadas, sem uma estratégia corporativa gera maiores custos e não cria uma identidade de Internet na empresa, gerando problemas de integração.

Formação de comitês não resolve nada em nenhuma situação. Não é diferente para a Internet. O líder tem que ter experiência e acreditar na mudança das pessoas. Progredir devagar, sem comprometimento é não progredir em e-business.

Fazer mudanças mínimas não resolve. E necessário repensar os processos e o próprio modelo de negócios e então reinventar a empresa para o e-business.

Fornecedores devem ser pesquisados exaustivamente e uma análise detalhada deve ser feita sobre as diferentes propostas tecnológicas e de negócios. Fornecedores novos devem ser bem vindos para ter uma clara base de comparação com as propostas de fornecedores já homologados pela empresa que de alguma forma podem já estar influenciados pela cultura existente na empresa.

Fazer negócios na WEB é diferente do que fazer negócios no mundo real,  pelo menos no que tange aos aspectos culturais envolvidos. Para gerar um diferencial e ter claramente percebido a real utilidade da implementação do e-business, as vantagens alavancadas e o retorno do investimento precisa-se entender que o que deve ser feito na WEB é algo que não conseguimos fazer no mundo real, pois caso contrário, não existiria a necessidade de estar na WEB. O e-business é mais um canal, e deve ser algo diferente, novo e que agregue.

Todo o universo do e-business (clientes, funcionários, políticas, processos, etc.) deve ser tratado separadamente, caso contrário, o velho universo influenciará através de sua políticas e modo próprio de existir amarrando as novas iniciativas, a mudança e a inovação, burocratizando e gerando ineficiência. Deve ser permitido a quebra das velhas regras.

Necessidade urgente de gerenciar os paradoxos da Internet, centralizando, mesmo que de difícil controle, as iniciativas da empresa em e-business para oferecer uma única face, uma única identidade para o cliente onde quer que ele esteja, não importando o qual grande, global e complexa possa ser a operação da organização.

A base de comparação de performance no e-business não pode ser a mesma utilizada como benchmarking no mundo real. No e-business, um diferente segmento de industria pode atravessar o negocio principal de uma corporação facilmente, baseado em fatores que não seriam lógicos nem tampouco relacionados com o negócio no mundo real, mas que no mundo virtual é totalmente possível. Por exemplo, localização geográfica é um paradigma totalmente diferente e se este ponto era um diferencial competitivo (ou um ponto fraco), no e-business pode não  ser mais.

A disseminação da cultura do e-business na empresa deve ser cautelosamente planejada, evitando a disseminação de más experiências devido a resistência natural à inovação. Novas ferramentas e processos devem ser implementados na organização ao passo que os recursos humanos sejam devidamente preparados.

O e-business deve ser utilizado como uma ferramenta de comunicação, principalmente no que tange ouvir o cliente e responder rapidamente as suas expectativas. Toda comunicação é importante, mas a comunicação com o cliente é a principal.

Quando estamos em dúvida sobre a implementação do e-business devemos criar pequenos experimentos, que não exijam muita mudança e investimento. Uma vez definida a experiência, devemos agir de maneira simples e rápida na obtenção de resultados positivos para então converter os incrédulos para agir em pró a mudança almejada.

Novos negócios necessitam um novo time dedicado a isso, com espaço e autonomia. Um Sponsor  é imprescindível para que esse time trabalhe alinhado com a realidade do negócio e assuma responsabilidade pelo gerenciamento da mudança.

É importante reconhecer que o e-business requer mudanças nos processos, sistemas e conseqüentemente no modo de trabalhar. Trabalhar alinhado com o time que toca o mundo real é onde se encontra a sinergia e também os obstáculos a implementação. Sem o relacionamento e negociação necessária, os obstáculos nunca são realmente vencidos.

Barreiras ao estabelecimento do E-Business

Staff com inadequado nível técnico (WEB)

Clientes e parceiros não querem mudar o comportamento

Recursos insuficientes para a implementação do projeto

Tecnologia inadequada, indisponível ou não confiável na empresa

Parceria não estabelecida

Fornecedores despreparados para a iniciativa

Resistência dos funcionários

Lideres não sabem o que fazer

Lideres não tem a cultura de Internet

Rivalidades entre áreas

Capital a ser investido muito alto

Problemas políticos – perda de status

Funcionários com medo de perder o emprego

Regras / regulamentações do governo não permitem a iniciativa

Entendimento dos líderes de que a mudança não é necessária

Experiência anterior ruim com inovação tecnológica na empresa

Não ser relevante para o negócio

Ensaio: O futuro do mercado (baseado na obra de Philip Kotler)

Publicado por Marcos de Araujo  /   12 de janeiro de 2012  /   Em Mercado, TI Corporativa  /   1 Comentário

Grandes transformações humanas estão ocorrendo, tais como o movimento ecológico, o crescente mercado de turismo – até pouco tempo atrás, especificamente no Brasil, a parcela de pessoas com acesso a viagens aéreas era ínfima – o crescente respeito pela 3. Idade, a criação de universidades, cursos, etc., a crescente preocupação com o equilíbrio pessoal e a qualidade de vida, a informatização e o acesso à Internet como fonte de informação e pesquisa, canal de compras e diversão disponível já nos dias de hoje, mostram essas tendências. As empresas estão preocupadas com os custos e a globalização de atividades – hoje, por exemplo, a Índia é o Back Office do mundo – o que comprova as palavras de Kotler em relação às tendências e cenários futuros no que se refere à terceirização, mercados de baixa renda, relação qualidade x preço e serviços agregados. A própria busca do Marketing 1 para 1 através de ferramentas tecnológicas, a segmentação de alguns setores industriais tal como o de revistas, canais na TV por assinatura, dentre outros.

O foco do Marketing será em nichos específicos devido à rentabilidade. Grandes transformações tais como as compras na Internet e a personalização se fortalecerão. O público alvo e maior grupo será a geração mais velha – exigente e com maior poder aquisitivo. O foco de Marketing será alterado para saúde, casas de repouso, viagens, beleza, alimentos menos calóricos, enfim, tudo o que produza o efeito “ser jovem e saudável”. A aposentadoria não será um período de inatividade.

No outro extremo, crianças e adolescentes, serão mais informados, amadurecidos e exigentes. Quer seja no trabalho ou em casa, todas as atividades terão que proporcionar diversão e entretenimento. Haverá uma diminuição da classe média e o mercado será dividido em consumidores de alta renda (qualidade e serviços personalizados) e baixa renda (produtos e serviços básicos pelo menor custo). Os clientes de alta renda serão diferentes e virão da classe de profissionais de sucesso, bem remunerados e educados. A divisão do tempo será mais equilibrada e o trabalho mais significativo. A oportunidade estará em descobrir como facilitar o acesso aos produtos e serviços, pois o custo psíquico envolvido estará relacionado a tempo e risco. Internet, TV, catálogos, telefone, etc., serão cada vez mais utilizados.

Muito mais precisa, a segmentação será de grande valia para a obtenção de altas margens de lucros através das ações focadas nos nichos e conseqüente diminuição da concorrência. Haverá uma busca constante por novos espaços e meios de comunicação como o intervalo das aulas nas escolas e as filas nos supermercados, que serão palco de ações de personalização. O Marketing será elevado à categoria de ciência. A importância da marca será diminuída devido a falta de percepção do cliente em relação às diferenças e os concorrentes ganharão o status de equivalentes devido ao fato que menos dinheiro será usado para propaganda em detrimento do aumento para promoção. O cliente já tem a propensão de optar por outra marca para ganhar algo típico de uma promoção, mesmo que ele tenha que abrir mão de algo.

Outro problema é o aparecimento da marca de lojista (custa menos, é forte e boa). Ou seja, se a marca da empresa não for a número 1 ou 2, poderá ficar fora do mercado. Para vencer, uma empresa terá que ter produtos de alta qualidade a um preço razoável e com serviços agregados, que cada vez mais ganham importância devido às possibilidades de elaboração de ofertas atrativas. Caso contrário, terá que se contentar em vender para os consumidores de baixa renda ou sair do mercado. O custo tem que ser orientado pelo preço e não o contrário.

A diferenciação através do marketing relacionado a causas (sociais, ecológicas, etc.) pode resultar em lealdade. Outro ponto importante é a agilidade de reação da empresa a variáveis externas. Este atributo pode ser uma vantagem competitiva, pois as oportunidades no mercado são pequenas e os consumidores querem ser atendidos rapidamente. A Internet aliada ao preço baixo substituirá a forca de vendas, que é dispendiosa para segmentos de mercado não especializados. O mercado de baixa renda também poderá ser rentável, uma vez que o alvo, produto e custos estejam bem definidos. Será comum a venda de produtos usados, bem como a visita às lojas de fábrica.

A terceirização poderá ser uma desvantagem competitiva se os fornecedores forem ineficientes ou caros. Qualquer empresa ganhará mais terceirizando atividades para locais e/ou países onde se consiga obter mesma qualidade por preço mais baixo ou melhor qualidade pelo mesmo preço. O papel do governo deverá ser impulsionar setores industriais fortes ao invés de proteger os fracos, e as empresas vencedoras serão as que liderarem a definição de um mercado-alvo e a produção do melhor valor para o dinheiro. Deve-se se ocupar com a criação e a implicação dos cenários no planejamento estratégico constantemente, pois os negócios, bem como o futuro, não são mais como sempre foram.

Não podemos prever o futuro, mas podemos analisar as tendências na tentativa de identificar as ações  a serem tomadas previamente.

Uma nova perspectiva para o planejamento de TI

Publicado por Marcos de Araujo  /   4 de janeiro de 2012  /   Em Governança, TI Corporativa  /   1 Comentário

Muitos executivos acreditam que o planejamento estratégico da Tecnologia da Informação não pode ser feito devido as constantes modificações dos negócios bem como a rápida obsolescência da tecnologia impacta diretamente estas definições. A recomendação então é adequar este planejamento aos tempos que vivemos e não usar um tradicional plano estratégico, adequando através da colaboração/participação, tanto das áreas de negócios quanto da área de TI, o planejamento estratégico baseado nas metas e na eficiente alocação de recursos.

Primeiramente, estabelecer o papel da TI baseado na estratégia do negócio, definindo o quão agressiva a aplicação da TI deve ser para a empresa, permitindo assim estabelecer claramente uma filosofia de trabalho e a implementação da infra-estrutura necessária ao suporte do negócio. Num segundo momento, alocar inteligentemente os recursos disponíveis para a concretização dos projetos que em primeira instância trarão os melhores resultados para a cia. Neste caso, uma priorização é necessária, que deve ser baseada em critérios relevantes e pré-definidos de avaliação.

Em seqüência, selecionar a tecnologia à ser implementada através da análise dos padrões corporativos, interoperabilidade e custos envolvidos. Fases tais como o estabelecimento da missão, a análise da situação atual, os recursos à serem utilizados e a determinação dos passos para atingir os objetivos acordados são as mais efetivas no desenvolvimento de um plano estratégico.

Critérios tais como o retorno dos investimentos, impacto nos negócios e risco envolvido devem ser levados em consideração. A arquitetura tecnológica empresarial deve ser avaliada focando a situação atual, a previsão de crescimento para os próximos anos e também o que deve ser usado para os próximos projetos. Três (3) anos é atualmente considerado um período razoável para a implementação de um planejamento estratégico uma vez que a realidade é extremamente dinâmica.

Cenários devem ser criados, do pessimista ao otimista, visando a antecipação de possíveis rotas alternativas para a execução das determinações estratégicas. Não devemos também descartar nossos antigos aprendizados. Devemos buscar agregar valor nas atividades, priorizar os recursos e escolher sempre tecnologias flexíveis e facilmente operacionalizáveis Um bom planejamento de TI só ocorre quando um alinhamento claro é estabelecido entre as áreas de negócios e a área de TI da empresa, ou seja, a estratégia de TI deriva da estratégia do negócio, direcionando os investimentos e a tecnologia a ser utilizada.

Tudo isso dependerá também dos fatores externos, tal como concorrência e economia, determinando prioridades de investimento para a redução de custos, aumento da produtividade ou criação de vantagem competitiva. A análise final para a canalização dos investimentos deverá respeitar as regras de negócio, os princípios da organização, processos e tecnologia existentes, padrões corporativo e tendências.

Clássicas preocupações, tais como o custo operacional, performance dos negócios, otimização do uso de recursos e o estabelecimento inteligente de parcerias também tornam-se parte das responsabilidades da área de TI para o aumento das receitas da empresa. Obter vantagem competitiva é em primeira instância um ato de planejamento. Detalhes não são importantes, mas é essencial a confecção da linha mestra de atuação da área de TI através do planejamento estratégico.

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