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Democracia nos Grupos de Trabalho – Conflito e Consentimento

publicado por Eliane Serracine

É muito comum no mundo corporativo e nos nossos lares ouvir a seguinte frase: “Não vou dizer isso ou aquilo, pois não quero gerar conflito”…  E qual a vantagem de omitir um ponto de vista que gere discussões?

Geralmente para discordar de um assunto temos que sair da nossa zona de conforto para expor  uma opinião divergente à opinião da equipe  ou do líder, isso requer coragem e disposição, a habilidade vem com o risco e a prática.

Vários projetos podem sair da área de vendas e chegar na turma de implementação com falhas, falhas essas que muitas vezes só são vistas por pessoas que não participaram do desenho da solução, então se alguém notou esta falha, deve levantar o assunto e o líder e a equipe ouvirem a opinião do colaborador livre de conceitos pré-concebidos, ao invés de se omitirem e permitirem  que esta omissão faça o projeto degringolar.

A discussão que tem o melhor ritmo é aquela não planejada, aquela que começa entre os membros da equipe , e que não envolvem formalmente seu gestor. Essa é a melhor chance que o gestor tem de não se omitir e incentivar e participar da discussão de forma saudável, pois a democracia partindo do conflito leva á concórdia (do latim cum mais cor, cordis, coração, o mesmo que harmonia e equilíbrio),  porque é o conflito em conjunto com o consentimento, e não só o consentimento sozinho, que evita a desgraça da democracia e o insucesso do projeto.

Aproveitando ainda este tema, vamos nos voltar mais para o lado humano e de convivência, não existe nada mais desagradável do que chacotas e brincadeiras que insistem em denegrir a imagem de um colega.  O gestor que se omitir nestas questões não pode ser considerado gestor, o ambiente fica pesado, a produtividade cai, a insatisfação aumenta.

Porque não reservar alguns minutos, reunir a equipe e tratar deste assunto? Lavar roupa suja mesmo, levar o conflito à tona, discutí-lo, logicamente respeitando o perfil de cada um.

Talvez este seja o aspecto mais difícil de tratar, mas também é o mais importante,  vide artigos de Nelson Fukuyama e este de Bernadette Vilhena.

Logicamente devemos considerar o perfil de cada um, respeitar o ponto de vista, que certamente é diferente, afinal de contas se todos fossem iguais o mundo seria uma chatice. Mais um  ponto que deve partir da democracia ao conflito,  chegando ao consenso ou consentimento, mais um ponto que deve chegar a concórdia, harmonia e equilíbrio, afinal de contas as equipes são as engrenagens dos projetos, dos processos, dos procedimentos e, se elas não funcionarem o projeto trava, os procedimentos não são efetivados, os processos não são respeitados, o convívio vira um castigo.

Acredito fortemente que as discussões devem ser incentivadas, obviamente não a discussão pela discussão, mas sim a tentativa de mitigar riscos e buscar crescimento  e atingimento da maturidade da equipe.

A grande maravilha de tudo isso é que as equipes  são assim, como a concódia das discórdias, como a unidade da diversidade, onde o todo é completamente entendido  gerando a existência de um fim comum, onde a união de vontades produz a harmonia, e onde a harmonia produz o sucesso.

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Autor

Trabalho em uma grande Multinacional de TIC desde novembro de 1984. Durante este período atuei em diversas áreas, inciando em Departamento Pessoal, Recursos Humanos, Atendimento Especializado ao Cliente Final e Cliente Gestor, Gestão do Projeto de Desenvolvimento. Atuei no desenho e redesennho de négocios e processos como incidentes, configuração, liberação, continuidade e problemas. Atualmente trabalho gerindo os Processos de Incidentes, Problemas e Continuidade, baseada nas melhores práticas de ITIL.

Eliane Serracine

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