Governança

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Governança de TI enquanto proposta de Valor nas Empresas

publicado por Paulo Carmo

Governança de TI já é um tema por demais discutido e, por que não, bastante compreendido e desmistificado nas empresas, nos diversos cenários e segmentos de atuação. Mas o que eu gostaria de discutir aqui, é exatamente a dificuldade que algumas empresas e/ou profissionais de TI possuem na implementação de processos de Governança como um todo, bem como o pleno atingimento dos objetivos esperados e o total atendimento quanto às expectativas geradas no inicio de cada projeto.

Podemos destacar, portanto, que todo processo de implementação de uma boa Governança nas empresas passa por duas (02) grandes Dimensões, que denominaremos aqui de RESPONSABILIDADES PRIMÁRIAS e OBJETIVOS PRIMÁRIOS, sempre buscando otimizar o relacionamento entre os CIO’s x CFO’s x CEO’s e objetivando a agilidade dos Negócios (Business Agility), conforme demonstrado na figura logo abaixo:

Fica claro, portanto, que tais RESPONSABILDADES PRIMÁRIAS ainda são dividas nos objetivos tocantes à Tecnologia da Informação e Negócios, e os OBJETIVOS PRIMÁRIOS se referem ao Gerenciamento do “Ongoing” e às Mudanças Organizacionais que todo processo de Governança se reflete. Desta forma, temos que propor um modelo de Governança de TI nas empresas que contemple a plena definição das estruturas para tomadas de decisão e seus mecanismos de implementação, sempre alinhados aos desafios de Negócio e visão estratégica de cada organização (vide figura abaixo):

O que buscamos, na verdade, é um processo de Governança de TI que possua ao mesmo tempo, Eficiência e Eficácia, de forma a agregar Valor (gestão dos Riscos, gestão dos Custos, gestão da Qualidade, gestão de Recursos, gestão Organizacional e Alinhamento Estratégico) ao Negócio, enquanto utiliza a TI como suporte às suas necessidades.

Quando nos referimos aos aspectos ligados à Eficiência e Eficácia dos processos de Governança de TI, estes estão claramente ligados à PERCEPÇÃO e ao gerenciamento das EXPECTATIVAS por parte de todos os envolvidos no projeto de implementação na empresa, principalmente o CEO (Sponsor do projeto) o qual pode possuir uma visão da importância da TI para a empresa diferente da visão da mesma TI por parte das áreas de Negócio (vide figura abaixo):

Portanto, a TI pode ser vista na empresa enquanto Investimento ou Custo, dependendo da importância percebida ou VALOR AGREGADO ao Negócio como um todo !

Para melhor compreender as expectativas diferentes em relação ao uso da TI nas empresas, principalmente no que se refere à implementação de processos de Governança de TI, vamos observar a figura abaixo, onde fica claro a evolução da visão dos Stakeholders (Internos e Externos) ao longo dos anos 90 em diante, desde uma visão focada em Custos e Riscos (e não em Investimentos em TI) até uma visão cada vez mais baseada em Valor da TI para a organização e para o Negócio (vide figura):

Também podemos analisar aquilo de chamamos de Demandas Futuras de TI nas empresas no cenário em geral, adotando como base de estudos o próprio Gartner Group, apontando o alinhamento de expectativas entre o CEO e o CIO das organizações (vide abaixo):

Outro aspecto importante é analisar, dentro das Demandas Futuras de TI, quais as verdadeiras Prioridades de TI nas visões do CEOxCFOxCIO, áreas de Negócio e áreas de TI (vide abaixo):

Observando a figura acima, fica bastante claro que a necessidade e a preocupação em demonstrar VALOR gerado pela TI ao Negócio se reflete somente nas visões do CEOxCFOxCIO e áreas de TI, enquanto as áreas de Negócio se preocupam em relação aos Custos e Prazos de entrega dos projetos acordados com a TI (vista até então como um Gargalo e extremamente Reativa) bem como aumentar a parceria com a TI em todos os sentidos.

Tal fato se reflete na constante necessidade de um maior alinhamento Estratégico entre TI e Negócios.

Porém, tal alinhamento Estratégico entre TI e Negócio ocorre somente quando a TI desenvolve uma proposta de Valor clara para a Organização. Isso envolve construir consenso sobre seu papel na Estratégia da empresa e desenvolver as competências necessárias para que esses objetivos sejam definidos, mensurados e comunicados.

Para tanto, é necessário compreender quais são os desafios e lógica de mercado na qual atua sua Organização.

Segundo essa abordagem, a avaliação do mercado se dá através de dois eixos:

  • Intensidade competitiva do mercado
  • Nível de estabilidade

 

Aplicando tal metodologia, torna-se possível dizer em qual grau de incerteza a sua empresa se encontra, dentro de um determinado cenário de atuação, bem como qual o grau de Intensidade Competitiva ela se encontra.

O resultado é a descrição do Mercado em que a empresa se posiciona no momento da análise (Complacente, Estável, Turbulento ou Competitivo).

Vide figura logo abaixo com um resumo de análise de mercado realizada em uma empresa de porte grande no estado de São Paulo, ainda em 2010.

Portanto, se fizermos uma pausa aqui para fazermos um breve resumo do que vimos até agora, neste artigo, teremos:

  • Implantação de Governança de TI enquanto Serviço (GaaS)
  • Responsabilidades Primárias (Tecnologia da Informação e Negócios)
  • Objetivos Primários (Gerenciamento do “Ongoing” e Mudanças Organizacionais)
  • Eficiência e Eficácia da Governança de TI
  • Visão e Expectativas de TI (Stakeholders) – Agregar Valor
  • Demandas Futuras de TI
  • Prioridades de TI
  • Análise de Mercado (posicionamento Estratégico Corporativo)

Desta forma, e como conseqüência da nossa análise de mercado gerada bem como dos atuais processos de Governança de TI da Organização, podemos traçar os principais objetivos de TI de forma a contemplar todos os itens acima discutidos, dentro de uma agenda única e compartilhada, ou seja, podemos definir a importância relativa dos objetivos de TI para a Organização, pontuando-os em função desta mesma importância percebida pelos Stakeholders (vide figura abaixo):

Desta forma, posso citar que a Estratégia de atuação que venho desempenhando dentro da minha Consultoria nas Empresas é a de Governança de TI enquanto proposta de Valor, baseada na introdução de processos de Governança enquanto Serviços (Governance as a Service – GaaS), através da realização de análises rápidas e periódicas de Maturidade por meio de “Aceleradores” (via portal Web) bem como conquistando ganhos rápidos (Quick-Wins) na introdução de processos de Governança de TI, sempre de forma a garantir o total Alinhamento Estratégico TI x Negócio.

Espero, sinceramente, ter colaborado com uma reflexão diferenciada em relação ao tema Governança de TI. Nos vemos no próximo artigo !

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Autor

- Professor do Curso de Pós-Graduação em "Gestão Estratégica da TI" na Universidade FEI - SP (Campus Tamandaré - Liberdade) nas disciplinas de "Governança de TI" e "Marketing em Redes Sociais". - Consultor Especialista em Governança de TI e Social Media Marketing pela EGV Consultoria (www.egvconsultoria.com.br). - Palestrante em Governança de TI, Social Media e Gestão de Projetos (PMO). Twitter: @pacarmo / @EGVCONSULTORIA Linkedin: http://br.linkedin.com/in/paulocarmo Facebook: http://www.facebook.com/pages/EGV-Consultoria-de-TI/101861886542995?created A EGV Consultoria (@egvconsultoria) atua em projetos de GaaS (Governance as a Service, Gestão de Projetos e PMO, palestras e projetos de Comunicação via Mídias Digitais).

Paulo Carmo

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